Emprego industrial reduz ritmo crescente em abril
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
Agência estadoDo Rio de Janeiro 
O emprego industrial reduziu o ritmo de crescimento em abril, apesar de ter registrado um aumento de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, no pior desempenho desde abril de 2000. A técnica do Departamento de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), Mariana Rebouças, explicou que o nível de aumento da geração de emprego na indústria nos quatro primeiros meses deste ano também atingiu em média 0,4%, enquanto no mesmo período do ano passado estava em ritmo de 0,6%. A redução nesse indicador, explica, é que revela a desaceleração.
O cálculo do ritmo de crescimento é feito pelo IBGE tendo como base o início da série histórica do emprego industrial, em 1985 e, ao contrário dos demais indicadores do emprego na indústria, não leva em conta comparação com períodos anteriores. A economista explicou que abril foi o primeiro mês de reversão da expectativa das empresas em relação ao cenário econômico, já que no final de março ocorreu a primeira alta de juros, além do agravamento da crise argentina e da desaceleração da economia norte-americana.
Mariana ressaltou que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o emprego industrial em abril apresentou o seu pior nível em 2001, já que havia registrado aumento de 0,6% em março; 1,1% em fevereiro e 0,8% em janeiro. No acumulado entre janeiro e abril o crescimento foi de 0,7%, ante o mesmo período do ano passado. Houve aumento também em relação a março, de 0,1%, e de 1,1% no acumulado dos últimos 12 meses.
A massa salarial da indústria, por outro lado, registrou redução de 0,4% entre março e abril, mas cresceu 1,2% sobre abril do ano passado.
Mariana lembrou que a reversão da expectativa nos rumos da economia tem consequências iniciais no ritmo de crescimento da produção industrial (que também desacelerou em abril), refletindo em seguida sobre o emprego e, por fim, sobre os salários dos trabalhadores.


