Emprego industrial recua 1,7% no primeiro semestre
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terça-feira, 20 de agosto de 2002
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba Após três meses de crescimento, o nível de emprego industrial no Brasil teve uma leve queda em junho, de -0,1%. Durante o primeiro semestre, a indústria diminuiu em -1,7% no número de empregados. O Paraná também apresentou queda no número de vagas nos dois períodos: -0,2% em junho e -1,2% no acumulado do ano. A indústria paranaense aumentou em 2,4% o valor da folha de pagamento durante junho, mas mesmo assim está com um desempenho negativo no semestre, com queda de -1,6% no salário real. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em oito dos 14 estados pesquisados pelo IBGE houve redução no número de empregados durante o primeiro semestre. As influências negativas mais fortes são de São Paulo, que teve queda de -3,5% e Rio de Janeiro (-6,3%). Os setores que tiveram pior desempenho foram o de máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos e de comunicações (-12,9%) e madeira (-8,1%). Os ramos que registraram aumento do nível de emprego no período foram refino de petróleo e produção de álcool (36,6%), alimentos e bebidas (1,6%) e fumo (17,5%).
O valor da folha de pagamento também apresentou queda em junho depois de três meses consecutivos de alta: -1,1%, que foi puxada pelo corte praticado pela indústria paulista (-3,3%). Na maior parte das regiões o salário real aumentou em junho, como o Paraná, que teve aumento de 2,4% no primeiro semestre. No acumulado do ano, a retração do salário industrial é de 1,6% no Estado e de -2,4% no Brasil, influenciado pelas reduções salarias dos segmentos de máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos e de comunicações (-16,2%) e de meios de transporte (-5,4%). Os aumentos de salário ocorreram nas indústrias de alimentos e bebidas (2,7%) e de refino de petróleo e produção de álcool (16,7%).
A jornada de trabalho industrial caiu 1,1% em junho, acumulando no ano retração de -2,2%. Os segmentos que mais reduziram o número de horas pagas no primeiro semestre foram o de máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos e comunicações (-13,9%) seguido por madeira (-9,7%). Os setores que aumentaram a jornada de trabalho foram alimentos e bebidas (10,2%) e a têxtil (9,7%).


