O emprego industrial paranaense encerrou 2011 com o maior crescimento entre todos os estados do País. O total de pessoas ocupadas no setor cresceu 5,4% em comparação ao ano anterior, e mais de cinco vezes comparado à média nacional, que fechou o ano passado com a tímida ascensão de 1% depois de registrar taxas ruins em outubro (-0,5%), novembro (-0,1%) e dezembro (0,2%). O ranking de crescimento do emprego na indústria ficou o seguinte: Paraná (5,4%), região Norte e Centro-Oeste (3,1%), Minas Gerais (2,9%), Rio Grande do Sul (2,4%) e região Nordeste (1,3%). As informações foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os setores que mais influenciaram este bom número do Estado foram o de alimentos e bebidas (crescimento de 13,3% apenas em dezembro) e de máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (41,6%). Em todo o País, o emprego industrial recuou em onze dos dezoito ramos pesquisados em dezembro, com destaque para as pressões negativas vindas do vestuário (-6,3%), calçados e couro (-8,6%), produtos de metal (-3,9%), madeira (-10,5%), borracha e plástico (-4,4%) e têxtil (-4,1%). Por outro lado, alimentos e bebidas (3,8%), meios de transporte (3,9%), máquinas e aparelhos de comunicações (4,4%) e máquinas e equipamentos (2,5%) exerceram os principais impactos positivos sobre o total da indústria.
De acordo com o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, o crescimento do emprego no Estado é reflexo direto da sua produção física. ''Nesta semana, também foram divulgados dados que mostraram que a produção física do Paraná cresceu 7% em 2011, enquanto a média nacional foi de 0,3%. Tanto em 2008 quanto em 2011, o Paraná teve ótimos avanços na indústria'', relatou ele.
Entre os setores que fomentaram todo este volume produtivo, estão o de alimentos, a indústria automobilística e a produção de combustíveis. ''Produzimos petróleo e etanol, o crédito para a compras de carros estava abundante e as safras, principalmente se tratando de soja e carne, foram boas e com alta demanda. Agora, para 2012, já não estamos com uma expectativa tão positiva, principalmente devido à estiagem que tivemos neste início de ano'', comentou Zurcher.

Imagem ilustrativa da imagem Emprego industrial no PR foi o que mais cresceu no País
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