Emprego industrial no Paraná tem redução de 2% no trimestre
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de maio de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba - O nível de emprego industrial no Paraná teve queda maior do que a média nacional no primeiro trimestre de 2002. No Brasil, o índice foi de -1,9%, e no Estado de -2,04%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego e Salário divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando apenas março, o emprego industrial cresceu 0,3% no Brasil, a primeira alta após quatro meses de quedas.
Apesar do Paraná ter tido desempenho ruim de janeiro a março, a Região Sul teve aumento de 0,9% no número de vagas industriais no ano, por causa do aumento registrado em Santa Catarina (4,7%) e da pequena queda do Rio Grande do Sul (-0,1%). Em comparação com fevereiro, o Paraná teve em março queda de 0,1% no número de empregados, e redução de 2,3% em relação a março de 2001. Os estados que tiveram desempenho ainda pior no acumulado do ano são Rio de Janeiro, com redução de 6,4%, São Paulo (-3,4%) e Minas Gerais (-2,2%).
As maiores retrações no nível de emprego em todo o Brasil de janeiro a março foram do setor de máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos (-11,1%), madeira (-10,8%) e máquinas e equipamentos (-4,0%). Os destaques positivos foram das áreas de refino de petróleo e produção de álcool (32,3%), alimentos e bebidas (0,7%) e fumo (18,9%).
O salário do trabalhador na indústria do Paraná sofreu uma grande queda em março: de 4,6%. Na média nacional, não houve variação. No acumulado do ano, a folha de pagamento no Estado sofreu redução de 1,7%, e no Brasil de 3%. Para este desempenho desfavorável contribuíram sete das 14 áreas investigadas.
No fechamento do primeiro trimestre do ano, também houve recuo de 2,7% na jornada de trabalho no Brasil, com treze locais com taxas negativas de crescimento. Santa Catarina foi o único estado com crescimento, de 2,8%. O Paraná reduziu em 1,9% a jornada de trabalho. Em março, houve aumento no número de horas pagas de 3,6% no Brasil e de 2,3% no Paraná, movimento influenciado pelo menor número de dias de fevereiro.


