Curitiba - O emprego industrial brasileiro registrou um aumento de 2,8% em fevereiro, se comparado ao mesmo período do ano passado. Na comparação com janeiro, o resultado foi de queda de 0,1% na taxa de emprego nas indústrias. No acumulado do ano, houve um crescimento de 3% na taxa de emprego (2,5% nos últimos 12 meses). O Paraná foi o estado brasileiro que apresentou os melhores índices do número de trabalhadores na indústria: 6,1% em fevereiro, na comparação ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem os estados de Minas Gerais (5,1%) e São Paulo (2,7%).
As maiores taxas negativas foram registradas no Rio Grande do Sul (-1,9%) e no Rio de Janeiro (-0,5%). As indústrias paranaenses que mais contribuíram para um acréscimo no número de pessoal ocupado assalariado foram: de transformação, alimentos e bebidas. As maiores quedas na indústria paranaense foram verificadas na fabricação de produtos como madeira e reciclagens (-0,82%) e têxtil (-0,19%).
A folha de pagamento nas indústrias brasileiras também apresentou expansão, se comparado fevereiro deste ano com o mesmo período de 2004. O crescimento foi de 2,1%. No Paraná, o aumento foi de 2,16%. Os impactos mais expressivos foram verificados nos setores de meios de transporte (10,3%), alimentos e bebidas (8,6%), máquinas e equipamentos (9,9%).
As horas pagas aos trabalhadores da indústria brasileira registraram aumento de 1,8% em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. As atividades que tiveram os maiores impactos na taxa global foram alimentos e bebidas (6,2%), máquinas e equipamentos (8,9%) e meios de transporte (10,6%). As principais contribuições negativas vieram das indústrias de calçados e artigos de couro (-10,9%) e vestuário (-3,2%). Os locais responsáveis pelos principais impactos positivos na taxa global foram Minas Gerais (5,9%), Paraná e Santa Catarina (ambos com crescimento de 5,2%). As duas únicas pressões negativas vieram de Rio Grande do Sul (-3,5%) e Rio de Janeiro (-1,8%).
No Paraná, influenciaram no acréscimo de horas pagas aos trabalhadores os setores alimentos e bebidas (16,9%), vestuário (22,3%), minerais não metálicos (9,3%).

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