O índice da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que mede a empregabilidade, teve em abril a maior alta – 0,75% – em relação a março, num período de oito anos. Foi a maior taxa de aumento mensal desde 1992, quando a CNI iniciou a série dos Indicadores Industriais.
O aumento de abril de 1999 foi de 0,46%. Também foi o melhor desempenho no prazo de um ano, desde julho de 1995. No acumulado desde janeiro, porém, o índice continua negativo em 0,77%. Os demais indicadores também tiveram resultados positivos com relação a março e abril do ano passado, com exceção do uso da capacidade instalada, que diminuiu 0,7% sobre março.
De acordo com o presidente da entidade, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, o desempenho das indústrias deve-se à melhora nos fundamentos macroeconômicos, como condições de financiamento, queda dos juros para os empréstimos, ampliação de prazos e, principalmente, aumento das exportações de manufaturados, que cresceram 24,7% este ano, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Segundo Moreira Ferreira, apesar das turbulências externas, como o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos e a crise na Argentina, as perspectivas são positivas, principalmente por causa da diminuição, de 55% para 45%, no porcentual do depósito compulsório dos bancos, anunciada pelo Banco Central esta semana. ‘‘Vai sobrar mais dinheiro para empréstimos e haverá mais liquidez no mercado’’, avaliou.
O levantamento da CNI também mostra que houve aumento de 1,18% no total dos salários pagos pela indústria no mês de abril, em comparação com março. De acordo com a CNI, esse foi o terceiro aumento consecutivo. Com relação ao mesmo período do ano passado, o aumento dos salários foi de 2,85%, também a terceira alta consecutiva. Embora tenha existido esses aumentos, a taxa acumulada no ano ainda é negativa em 0,14%. Uma das maiores altas foi no índice de vendas e de horas trabalhadas que cresceram 8,5% e 4,03%, respectivamente, em abril com relação a março.

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