O emprego industrial subiu 0,86% em maio contra o mês anterior, segundo pesquisa mensal da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada ontem no Rio. Foi o maior crescimento de um mês para o outro de toda a série da CNI, iniciada em 1992. Pelas projeções do coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a indústria deverá encerrar este ano com uma taxa positiva no emprego, ‘‘a primeira acima de zero de toda a década de 90’’.
O esforço nem precisará ser grande. Faltou pouco para o indicador de janeiro a maio (-0,37%) mudar de sinal. Castelo Branco diz que, se as estatísticas continuarem positivas, mesmo não repetindo o desempenho de maio, o resultado anual já será recorde para a década. ‘‘Esse aumento mostra que os empresários estão mais confiantes, aumentando oferta de emprego e investimentos’’, disse Castelo Branco, que considera expressiva a recuperação do mercado de trabalho na indústria.
É bom lembrar que a indústria fechou 99 com uma queda de 6% no emprego, pelo levantamento da confederação. Além disso, os dados do IBGE mostram que 90, 91 e 92, períodos não cobertos pela CNI, também tiveram redução no emprego industrial.
A melhora no mercado de trabalho industrial vem se confirmando mês após mês desde fevereiro, quando cessaram as demissões. A pesquisa da CNI abrange 12 Estados e uma amostra de empresas que respondem por mais de 90% do produto industrial brasileiro.
O nível de vendas reais da indústria em maio bateu o recorde da série histórica de indicadores da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Iniciada em 1992 com 100 pontos, a série do índice de vendas reais chegou a 162,96 pontos em maio. A instituição não divulga o faturamento em valores. O resultado de maio supera o de outubro de 1997, quando as vendas chegaram a 162,22 pontos.

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