O número de pessoas trabalhando na indústria cresceu 1,1% em relação a fevereiro do ano passado e ficou estável em comparação com janeiro. No bimestre, o crescimento do emprego industrial foi de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. ‘‘Os dados são extremamente positivos, tanto no que se refere a emprego, quanto a salário, que cresceu sobre o ano passado’’, considera o economista Paulo Gonzaga, do Departamento de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa.
Em relação a fevereiro do ano passado, o aumento do salário contratual médio real foi de 1,5% e o aumento de massa de salários contratuais foi de 2,6%. No entanto, a massa de salários reais na indústria e o salário contratual médio real caíram 0,3% em relação a janeiro deste ano.
Gonzaga destaca que São Paulo teve crescimento do emprego e do salário industrial acima da média brasileira. No primeiro bimestre, o emprego na indústria cresceu 1,1% em São Paulo e 0,9% no Brasil, contra os primeiros dois meses do ano passado. A massa salarial real cresceu 3,1% em São Paulo e 2,7% no Brasil no mesmo período. O crescimento do salário contratual real médio também foi maior no Estado de São Paulo, onde foi de 1,9%, que na média nacional, de 1,7%, segundo o IBGE.
O crescimento de 0,5% do emprego industrial no Estado em relação a janeiro foi importante para garantir a estabilidade na média nacional, de acordo com Gonzaga, já que SP responde por cerca de metade da produção da indústria nacional. O IBGE também notou que, apenas 7 dos 22 gêneros na pesquisa nacional mostraram aumento no número de trabalhadores em fevereiro em relação a janeiro, mas a maior parte dos setores com crescimento tem grande peso no emprego industrial. Os maiores aumentos do emprego industrial no Brasil foram os dos setores de fumo (65,1%, devido a fatores sazonais), material de transporte (2,7%), vestuário (1,1%) e têxtil (0,5%).
Em relação a fevereiro do ano passado, os maiores aumentos no emprego ocorreram nos setores de material de transporte (9%), borracha (8,4%) e fumo (7,5%), e a maior queda foi encontrada na indústria de couros e peles (-10,1%).

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