Emprego industrial cresceu 0,4% em abril, segundo IBGE
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quarta-feira, 19 de junho de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro O emprego na indústria voltou a ter um pequeno crescimento em abril, de 0,4% em relação a março, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para o instituto, entretanto, ainda é cedo para concluir se o resultado indica uma tendência de retomada do nível de ocupação no setor.
Em março, a ocupação na indústria tivera aumento de 0,3%, em relação a fevereiro. Apesar dos dois meses consecutivos de crescimento, a economista Isabela Nunes Pereira, do Departamento de Indústria do IBGE, observou que, na comparação com abril de 2001, o desempenho do setor continuou negativo, com queda de 1,8%. No acumulado de janeiro a abril, a redução dos postos de trabalho na indústria ainda é de 1,9%.
Segundo a economista, a evolução do emprego na indústria é coerente com o desempenho da produção no setor industrial, que, em abril, teve aumento de 6%, em relação a março. Normalmente, os reflexos do crescimento da produção no nível do emprego demoram a aparecer e só são substanciais quando se consolida a tendência de expansão industrial, o que ainda não aconteceu. Em abril, o IBGE verificou aumento do nível de ocupação em 11 das 14 regiões pesquisadas. Os maiores níveis de contratação foram verificados nos Estados de Minas Gerais (1,2%) e São Paulo (0,6%).
O pior desempenho foi o da indústria do Rio de Janeiro, na qual o nível de emprego teve queda de 1,1% em abril. O resultado foi o que mais influenciou negativamente o índice geral.
Embora o Rio tenha registrado o maior crescimento da produção industrial em abril, tal desempenho não contribuiu para o nível de emprego do Estado. De acordo com Isabela Nunes, isso acontece porque o crescimento aconteceu principalmente na atividade extrativa-mineral (petróleo e gás, basicamente), que não se caracteriza como um setor intensivo em mão-de-obra.
Salários De acordo com a pesquisa do IBGE, o valor da folha de pagamento na indústria cresceu 0,9% no mês de abril, em relação a março. Na comparação com abril do ano passado, entretanto, a queda no total de salários pagos foi de 2,4%. De janeiro a abril deste ano, os salários acumulam queda de 2,9%.
O valor médio da folha de pagamento (total dividido pelo número de empregados) também acumula redução neste ano, de 1%. Neste quesito, o pior desempenho é o de São Paulo, onde o valor médio da folha caiu mais de 2% este ano. O melhor é o do Rio de Janeiro, com crescimento de quase 6%.
No número de horas pagas pela indústria, os números seguem a mesma tendência. Houve aumento pequeno, de 0,4%, em relação a março, e queda de 2,3% na comparação com abril do ano passado. No acumulado do ano, o número de horas pagas caiu 2,6%.


