Emprego industrial cresce só 0,3% no PR
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quinta-feira, 16 de setembro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O fraco desempenho da indústria paranaense, em julho, com crescimento de apenas 0,3% contra uma média nacional de 9,6%, refletiu-se no nível de emprego. Enquanto no Brasil o número de pessoas ocupadas cresceu 2,32% na comparação com o mesmo mês de 2003, no Paraná a variação foi de apenas 0,32%. De janeiro a julho, o índice paranaense acumulado é de 0,21% e, nos últimos 12 meses, de 0,18%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O crescimento nacional de 2,3% - consequência da ampliação no nível de emprego em 12 locais e em 14 atividades - é o maior desde o início da série do IBGE, em janeiro de 2002. Segundo relatório do instituto, ''pela análise da evolução do indicador de média móvel trimestral, o emprego permanece em trajetória ascendente, acumulando crescimento de 2,5% entre os trimestres encerrados em julho deste ano e dezembro de 2003''.
No acumulado do ano, o aumento nacional no contingente de trabalhadores foi de 0,5%. Entre os sete locais que contribuíram positivamente para este resultado, os destaques foram Minas Gerais (3,3%), região Norte e Centro-Oeste (3,1%) e Paraná (2,8%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-3,4%) mantém-se como a área que exerce a principal influência negativa no quadro geral, seguida por Rio Grande do Sul (-1,2%) e Espírito Santo (-3,9%).
Em nível nacional, os destaques setoriais foram máquinas e equipamentos (15,8%) e alimentos e bebidas (3,0%), que sobressaíram como as principais influências positivas. O setor de vestuário que pressionou negativamente o índice geral brasileiro com um recuo de 7,7%, contribui com o índice do Paraná, empregando 1,55% a mais que em julho do ano passado. Apesar do crescimento pequeno, na indústria paranaense também se destacam os segmentos de máquinas e equipamentos (0,94%) e de madeira (0,93%).
Após crescimento de 0,7% em junho, a folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, em nível nacional, manteve-se estável (0,0%) em julho, já descontadas as influências sazonais. Já na comparação com julho do ano passado, o crescimento foi de 8,27%. De janeiro a julho, a folha de pagamento apresentou ganho real de 9% e de 4,1% nos últimos 12 meses.
Essa evolução nos salários não foi observada no Paraná, onde o índice em julho, comparado ao mesmo mês de 2003, ficou em 0,4%. Nos sete primeiros meses, a folha de pagamento paranaense acumula variação de 0,56% e nos últimos 12 meses de 0,18%.
A indústria de São Paulo (6,3%) apresenta a contribuição de maior impacto na formação da taxa global de 8,27%, influenciada, sobretudo, pelo crescimento no setor de máquinas e equipamentos (34,9%).


