Emprego industrial cresce 4,27%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de junho de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná foi o estado da Região Sul que teve melhor desempenho na geração de empregos na indústria, em abril, com crescimento de 4,27% em relação ao mesmo mês de 2004. Somado ao índice de Santa Catarina (3,08%), o resultado paranaense ajudou a evitar que o índice regional tivesse queda, uma vez que no Rio Grande do Sul o recuo foi de 4,3%, por conta do mau desempenho no setor de calçados e couro (-18,3%).
De acordo com os dados divulgados, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, a variação mensal do emprego industrial foi de 3,1%, com melhores desempenhos em São Paulo (4,9%) e Minas Gerais (4,6%). O crescimento no emprego foi registrado em 11 dos 14 locais pesquisados. A maior influência negativa para o índice nacional veio do Rio de Janeiro (-1,3%), que teve recuo de 9,7% na indústria do vestuário.
No ano, o emprego na indústria do Paraná acumula variação de 5,68% (maior percentual do País), enquanto o índice nacional é de 2,74%, e de 5,43%, nos últimos 12 meses, contra 2,9% no País. Os segmentos que mais empregaram, tanto no mês como no acumulado do ano, foram os de refino de petróleo e combustíveis, que cresceu 26,42% em abril e 17,70% no ano; e de meios de transporte (17,20% e 18,13%); e de alimentos e bebidas (13,03% e 12,65%).
O desempenho dos setores de refino e transportes paranaenses influenciou o resultado da Região Sul. O crescimento regional do emprego nesses segmentos foi de 24,22% e 13,31%, respectivamente. Outro resultado significativo na geração de empregos no Sul foi no setor de metalurgia básica (18,13%).
Por outro lado, seis segmentos da indústria paranaense tiveram queda no nível de emprego, em abril, entre eles, a extrativista (-8,14%), madeira (-9,19%) e têxtil (-5,05%). O resultado negativo nesse setores também é observado no índice acumulado no ano: -6,9%, -3% e -5,45%, respectivamente. No índice regional, as maiores quedas, no mês, foram nos setores de calçados e couro (-16,71%) e madeira (-6,17%).
A folha de pagamento real na indústria brasileira recuou 2,3% em abril, em relação a março, depois de registrar taxas positivas por quatro meses consecutivos, acumulando expansão de 8%. Em relação a abril do ano passado, no entanto, o crescimento foi de 4%. No Paraná, o indicador ficou um pouco abaixo da média nacional (3,59%), mas foi superior ao índice regional (1,23%).


