Curitiba - O emprego na indústria do Paraná cresceu 2,9% em julho, com relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice representa um melhor desempenho do que o nacional, que registrou queda de 1,2% nesse mesmo período. Já em comparação com junho, o nível de emprego industrial no Brasil caiu 0,2%.
  Segundo o economista Sandro Silva, os setores industriais responsáveis pelo crescimento de empregos no Paraná em julho são o de alimentação e bebidas, com alta de 12,06%, têxtil e de vestuário, que subiu 5,14% e madeireira e mobiliária, que cresceu 2,66%. Esses números são do Ministério do Trabalho, porém mostram claramente o desenvolvimento do setor no Estado. ‘‘De janeiro a julho de 2003 dos 20.713 empregos gerados pela indústria no Paraná, 83% foram nesses três setores’’, explica. É interessante ressaltar que desse total de vagas geradas nos primeiros sete meses do ano no Estado, 93% estão no Interior.
  Em termos nacionais, o emprego na indústria continua refletindo a recessão generalizada no setor. Segundo a pesquisa divulgada ontem pelo IBGE, entre junho e julho o nível de emprego recuou 0,2% já descontadas as influências sazonais. Trata-se do sexto mês consecutivo de queda. O setor vem enfrentando dificuldades principalmente com a redução das vendas no mercado interno.
  No entanto, o recuo de julho é menor do que aquele registrado em junho (-0,3%). Nos primeiros sete meses deste ano, houve perda de 1,8% no nível de emprego. Já nos últimos 12 meses a queda é de 0,3%. Em relação a julho do ano passado, a queda foi de 1,2% e refletiu a redução no nível de emprego em 10 das 14 áreas pesquisadas pelo IBGE.
  Os principais destaques negativos foram o Rio Grande do Sul (-4,8%) -influenciado pelos cortes da indústria calçadista - e São Paulo (-1,3%) -gerado principalmente pelos setores de minerais, máquinas, equipamentos eletroeletrônicos e papel.
  Por outro lado, a indústria contratou na região Norte e Centro-Oeste (4,8%), Paraná (2,9%), Santa Catarina (2,2%) e Pernambuco (0,9%).
  Em nível nacional, o principal impacto negativo para a redução no emprego, frente a julho de 2002, foi o corte de pessoal observado no setor de fabricação de outros produtos da indústria de transformação (-8,2%), seguido pelas indústrias têxtil (-5,8%) e de minerais não-metálicos (-6,2%).
  As contratações nos segmentos de alimentos e bebidas (1,0%), refino de petróleo e produção de álcool (10,0%) e máquinas e equipamentos (3,2%) foram as mais significativas. Porém, não conseguiram reverter a tendência de queda do nível do emprego.(Com Agência Folha)

mockup