Curitiba - O emprego industrial cresceu 0,4% em janeiro em relação a dezembro de 2004. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a janeiro do ano passado, o aumento no emprego industrial chegou a 3,21%. Na comparação com janeiro de 2004, as admissões superaram as demissões em 12 dos 14 locais pesquisados. Minas Gerais foi o estado com o maior crescimento no emprego industrial, chegando a uma marca de 5,3% se comparado janeiro deste ano com o mesmo período do ano passado.
As contribuições negativas vieram dos estados do Rio Grande do Sul (-1,2%) e Rio de Janeiro (-1%). Os setores que mais ampliaram o número de trabalhadores no Brasil foram alimentos e bebidas (5,9%), meios de transporte (13,3%) e máquinas e equipamentos (9,4%). Já as influências negativas vieram de calçados e couro (-5,7%) e vestuário (-3,5%). No Paraná, o pessoal ocupado assalariado na indústria teve um crescimento tímido de 0,46% no mês de janeiro, se comparado ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, o nível de emprego cresceu 0,34% na indústria paranaense.
Os setores que mais contribuíram para o crescimento do nível de emprego na indústria paranaense foram: indústria geral (6,03%), indústria de transformação (6,08%), alimentos e bebidas (2,45%), vestuário (2,26%), minerais não metálicos (0,59%) e fabricação de meios de transporte (0,92%). Demitiram mais do que contrataram as indústrias extrativista (-0,04%), têxtil (-0,11%), produtos de metal (-0,05%), máquinas e equipamentos (-0,06%), aparelhos elétricos, eletrônicos e de precisão (-0,06%) e fabricação de outros produtos da indústria de transformação (-0,81%). O índice de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 0,9% em relação a dezembro. A jornada média de trabalho registrou uma pequena queda de -0,3% em janeiro.
De acordo com a coordenadora das estatísticas econômicas da Diretoria de Pesquisas, Magdalena Sophia Cronemberger Góes, o crescimento observado em janeiro, na comparação com mês anterior, contribuiu para a manutenção da estabilidade na média trimestral. Em relação a janeiro do ano passado, o número de horas pagas na indústria registrou expansão de 2,9%. As maiores pressões positivas vieram das atividades de alimentos e bebidas (6,5%), meios de transporte (13,2%) e máquinas e equipamentos (8,9%).
O número de horas pagas registrou crescimento de 2,4% em janeiro. Em termos setoriais, os aumentos mais relevantes vieram de máquinas e equipamentos (14,9%), meios de transporte (10,4%) e alimentos e bebidas (3,3%). As indústrias de vestuário (-7,3%) e produtos de metal (-3,3%) tiveram as principais contribuições negativas. A folha de pagamento real do pessoal ocupado na indústria mostra crescimento de 6,2% em janeiro em relação a dezembro de 2004. O aumento pode ser explicado pelas férias que geralmente são pagas em janeiro. Este foi o maior índice registrado de folha de pagamento real desde janeiro de 2001. Se comparado a janeiro do ano passado, a folha de pagamento real aumento 5,04%.

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