Curitiba O emprego na indústria do Paraná avançou pouco no mês de julho, comparado com julho do ano passado, com um crescimento de 1,1%. O resultado é o mesmo da média nacional, que indica que o emprego na indústria entrou em processo de acomodação, avaliou a coordenadora de estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Isabela Nunes.
O índice, revelado pela pesquisa mensal do emprego industrial e renda do IBGE, foi puxado pelo emprego gerado nas indústrias de Alimentos e Bebidas. No Paraná esse setor foi sustentado pelas indústrias de carnes que estão contribuindo com o aumento das exportações. As exportações de carnes suínas e de aves estão em crescimento, o que influência na geração de empregos.
Outro setor que vem gerando mais empregos na indústria paranaense também tem por trás o viés exportador, analisou Nunes. Trata-se do setor de Meios de Transporte, com a presença das montadoras beneficiadas com o aumento das exportações de veículos. O índice mensal poderia ser melhor não fosse a queda expressiva do emprego gerado pela indústria de madeira, que caiu 19,3%, afirmou a técnica.
No acumulado do ano, entre janeiro e julho, o emprego industrial cresceu quase 4%, bem acima da média nacional que ficou em 2,14% no período. Nos últimos meses, o crescimento do emprego na indústria paranaense atingiu índice de 4,75%, acima da média nacional que ficou em 2,81%. Também no ano, a geração de emprego na indústria paranaense foi beneficiada pelo bom desempenho das indústrias de carnes e automotiva.
Esses setores também impulsionaram o crescimento de 4,3% na folha de pagamentos da indústria paranaense. Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor real da folha de pagamento cresceu em 11 dos 14 Estados pesquisados.
No País, o emprego industrial cresceu em nove dos 14 Estados pesquisados, na comparação com o resultado de julho do ano passado. Os melhores desempenhos foram dos Estados de São Paulo (3,2%) e Minas Gerais (3,6%). Nos dois, alimentos e bebidas e produtos de metal foram os ramos determinantes na formação dos resultados locais. Mais sete segmentos na indústria paulista e outros 10 na indústria mineira apresentaram taxas positivas.
Entre os Estados que tiveram redução no emprego industrial estão o Rio Grande do Sul (-7,0%) e Santa Catarina (-0,8%). Calçados e artigos de couro (-20,8%) na indústria gaúcha e madeira (-12,3%), na catarinense, foram os principais responsáveis pela redução do número de trabalhadores.

mockup