Curitiba - O desempenho da indústria paranaense, em janeiro, foi fraco em relação a dezembro, o que já era esperado, em função do menor ritmo de produção. Houve recuo de 1,95% na produção e o nível de emprego cresceu apenas 0,20%, o que colocou o Paraná na 19º posição entre os demais estados. No acumulado de fevereiro de 2004 a janeiro de 2005, os resultados são mais positivos. O emprego cresceu 10,94%, com a abertura de 47.153 vagas, e a produção industrial 10,45%. O Interior participou com 65,02% dos empregos gerados e a Região Metropolitana de Curitiba com 34,98%.
Segundo dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), foram abertos, em janeiro, 933 postos de trabalho na indústria. As maiores contratações se deram nos setores de madeira e mobiliário (0,77%, 620 vagas), material de transporte (2,13%, 606 vagas) e de material elétrico e de comunicação (4,61%, 591 vagas). Já na indústria de alimentos, bebidas e álcool 2.170 trabalhadores foram demitidos, o que representou um recuo de 1,70%.
O nível de emprego manteve crescimento, ainda que em patamar baixo, mas o salário médio do trabalhador da indústria paranaense apresentou uma queda de 21,52% no mês de janeiro em relação a dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, constatou-se um aumento de 2,59%, e nos últimos 12 meses (fev/2004 a jan/2005), o acréscimo foi de 4,06%.
Segundo análise do economista do Dieese, Sandro Silva, a desaceleração no crescimento da indústria vem sendo motivada pelo aumento nas taxas de juros, o que afeta diretamente o mercado de bens de consumo, e pela desvalorização do dólar frente ao real, que acaba refletindo nas exportações. ''O bom desempenho da indústria em 2005 vai depender muito do cenário internacional'', ponderou.
Sandro Silva lembrou que, desde 2001, as exportações da indústria vem apresentando crescimento significativos: 12%, em 2001; 9%, em 2002; 23%, em 2003; e 32%, em 2004. Em janeiro deste ano, em relação a dezembro, houve queda de 25,84%, mas na comparação com o mesmo mês de 2004, as exportações cresceram 23,43%.

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