Brasília - O ano de 2004 começou bem para o emprego formal. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, em janeiro foram criados 100,1 mil novos postos com carteira assinada. É o melhor resultado para o mês desde 1992, data do início da série história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em janeiro de 2003, o saldo líquido do emprego com carteira assinada havia sido de 35.485 novos postos de trabalho.
De acordo com os técnicos do ministério, a performance do emprego formal em janeiro pode estar indicando o início da retomada do crescimento econômico. Eles lembram, porém, que ainda é cedo para fazer qualquer previsão e que, janeiro, ao contrário de dezembro, quando ocorre perda de postos de trabalho, geralmente apresenta um saldo positivo para o trabalhador com carteira assinada.
Os setores que mais contribuíram para o desempenho favorável do emprego em janeiro foram a Indústria de Transformação, os Serviços, a Construção Civil e a Agricultura. A Indústria de Transformação contribuiu para a criação de 36,1 mil postos de trabalho. Também nesse o setor o resultado foi o melhor dos últimos 12 anos para o mês de janeiro, marcando, segundo os técnicos, a reversão do quadro negativo que vinha sendo observado nos últimos dois meses do ano passado.
O setor de Serviços apresentou saldo líquido de 34 mil novos empregos no mês passado, a Construção Civil, 14 mil e a Agricultura, 11 mil. O desempenho classificado como tímido do Comércio, que gerou apenas 2,9 mil empregos em janeiro e a redução de vagas na Administração Pública (menos 1,1 mil postos de trabalho), é atribuída pelos técnicos a fatores sazonais.
Depois das compras de final de ano, o comércio geralmente dispensa pessoal em razão da queda habitual das vendas. Os dados mostram ainda que o emprego formal cresceu em quase todos os Estados, com destaque para São Paulo (mais 37,5 mil postos), Rio Grande do Sul (mais 15,3 mil) e Santa Catarina (mais 13,6 mil). A análise técnica dos dados do Caged também mostra que o interior foi responsável por grande parte dos empregos gerados, reflexo das atividades ligadas ao agronegócio. Do total de empregos criados no mês, a participação das regiões metropolitanas foi de apenas 28,9 mil novas vagas.

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