Emprego formal tem maior alta em 18 anos
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Das agências 
Brasília - O mercado de trabalho formal (incluindo funcionalismo público) cresceu 6,3% no ano passado em relação a 2003. A expansão - em termos relativos - é a maior desde 1986, quando o número de empregados formais ampliou-se em 8,16%. Em valores absolutos, houve aumento de 1,86 milhão de empregos.
Os dados fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), uma espécie de censo do trabalho formal, que abrange 97% do mercado brasileiro. Todas as empresas e órgãos públicos do País são obrigados a enviar anualmente ao Ministério do Trabalho a relação dos empregados e informações sobre gênero, faixa etária, escolaridade e rendimentos, entre outros dados.
Mensalmente, o ministério divulga os resultados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), que é um retrato do mercado formal, sem os servidores públicos. Os dados do Caged em 2004 registraram a geração de 1,523 milhão empregos formais.
O censo mostra que no ano passado o total de rendimentos do trabalho formal cresceu 7,6%. O principal motivo para essa expansão foi a elevação do nível de emprego. O salário real médio do trabalhador registrado teve aumento de 1,2%, saindo de R$ 1.045 para R$ 1.058.
Ao anunciar os dados da Rais, o ministro defendeu a reforma trabalhista e sindical, mas admitiu que não há condições de votá-las até o final do governo Lula. ''Eu vejo com muita dificuldade por falta de entendimento'', afirmou ele, que prefere que seja feita primeiro a reforma sindical.


