Pouco antes da crise de energia dominar as preocupações do País, o mercado de trabalho formal continuava apresentando trajetória de crescimento. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, em abril foram criados 139.997 postos de trabalho com carteira assinada. É o melhor resultado para o mês de abril desde 1992, início da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O resultado de abril de 2001 supera em 14.926 o número de postos de trabalhos formais gerados em abril do ano passado, quando foram criados no mercado de trabalho 125.071 oportunidades de emprego com carteira assinada. O saldo acumulado nos primeiros quatro meses do ano é positivo em 303.520 novas oportunidades de emprego. No mesmo período de 2000 o saldo positivo do emprego era de 284.391 novos postos de trabalho.
De acordo com a análise dos técnicos, o crescimento do emprego em abril foi praticamente generalizado em todos os setores da economia. Em termos absolutos o setor de Serviços foi o principal dinamizador da demanda de trabalho, sendo responsável por 52.886 novos empregos. A Indústria de Transformação, que nos meses anteriores vinha sofrendo uma desaceleração nas taxas de crescimento, voltou a apresentar expansão generalizada. O setor foi responsável pela geração de 29.055 novos postos de trabalho no mês.
Segundo os técnicos, tanto o Comércio Varejista quanto o Comércio Atacadista apresentaram recorde histórico na taxa de crescimento no mês. Nos últimos 12 meses o Comércio como um todo gerou 163.074 postos de trabalho. O desempenho do emprego também foi expressivo na Construção Civil e na Agricultura.
Na análise feita com base nos dados fornecidos pelas empresas na demissão e admissão de pessoal os técnicos do Ministério do Trabalho não se arriscam a fazer projeções. De dado negativo no mês de abril eles apontaram o Estado de Alagoas, que apresentou queda do nível do emprego na atividade agrícola, com reflexo na Indústria de Produtos Alimentícios.

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