Emprego formal recua 0,5% em novembro no PR
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terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Rosana Félix 
Curitiba - A boa trajetória que o Paraná apresentou no nível de emprego formal ao longo de 2001 foi interrompida em novembro. O índice foi de -0,5%, a primeira queda do ano passado. Foram fechados 7,5 mil postos de trabalho no mês, com saldo de 1,48 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Os dados, divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), mostram que o Estado não conseguiu manter o fôlego que vinha apresentando na criação de empregos até outubro, com a criação de 80 mil vagas, apesar da instabilidade econômica, da crise na Argentina, recessão nos Estados Unidos e alta do dólar. Historicamente, a empregabilidade cai em novembro, por causa da entressafra agrícola.
O setor que mais fechou vagas em novembro foi a agricultura, atingindo 11,8 mil pessoas, queda de 10,6%. A safra agrícola recorde de 2001 foi um dos principais responsáveis pelo aumento do nível de emprego, com aumento de 23% de janeiro a outubro, já que impulsionou outros setores da economia pelo ingresso de capital vindo das exportações. A queda foi grande porque o crescimento havia sido significativo, afirmou o economista técnico do Dieese, Sandro Silva.
Em decorrência da entressafra, o setor de produtos alimentícios e bebidas, que foi o que mais empregou no ano passado foram criadas 10 mil vagas até outubro, 25% do total do Estado também não manteve o ritmo em novembro e eliminou 1,5 mil postos de trabalho, retração de 1,6%.
O comércio, por causa das contratações para as vendas no final do ano, foi o setor que teve o melhor resultado em novembro, com aumento de 1,33% no nível de emprego, ou 3,4 mil vagas. A construção civil, que no acumulado do ano foi o que mais perdeu vagas, com queda de 6,9% em relação ao mesmo período de 2000, reverteu o quadro em novembro e gerou 502 vagas.


