Vânia Casado
De Curitiba
O emprego formal no estado do Paraná e região metropolitana de Curitiba, cresceu 0,11% em setembro, repetindo o mesmo índice registrado no mês anterior. Esse é o resultado da pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócios-Econômicos (Dieese), divulgado ontem, em Curitiba. A pesquisa apurou a criação de 1.553 postos de trabalho no Estado e 620 na região metropolitana de Curitiba.
Com esse crescimento o número de empregados com carteira de trabalho assinada passa de 1.316.728 para 1.318.281. O crescimento foi impulsionado pela indústria de transformação, como metalúrgicas, mecânicas, material de transporte e elétrica, setores que criaram 2.426 postos de trabalho e ajudaram na recuperação dos postos formais de trabalho.
O crescimento no nível do emprego formal vem ocorrendo nos últimos 5 meses no Paraná. A maior parte do crescimento vem sendo estimulada pelas contratações das empresas fornecedoras do setor automotivo, já que passou o pico de contratações da indústria automotiva.
Mas o volume de empregos criados ainda é considerado insuficiente para recuperar o déficit de empregos formais, afirma o economista do Dieese Nelson Karan. A pesquisa do Dieese foi feita com base nas informações transmitidas pelas empresas ao Ministério do Trabalho.
Karan assinalou que no acumulado dos meses de setembro de 98 a setembro de 99, foram perdidos 42 mil postos de trabalho formais no estado. Segundo Karan, o déficit de emprego formal continuará negativo até o final do ano, porque o crescimento de postos de trabalho previsto no setor do comércio e serviços incide mais sobre os empregos informais – como os caso das contratações de trabalhadores temporários, por exemplo.
Karan permanece pessimista em relação ao crescimento acentuado dos postos de trabalho formais. Lembrou que não se vislumbra a retomada de investimentos públicos, que permitiria reativar a construção civil. E a indústria que promoveu o crescimento do emprego nos meses de agosto e setembro, não contrata mais até o final do ano. Além disso, a agricultura ainda não está em fase de contribuir para reduzir o nível do desemprego, acrescenta o economista do Dieese.
De acordo Karan, é muito mais acentuado o nível de emprego informal do que formal. Essa onda vem se agravando desde 1995 quando se disseminou no governo e no segmento produtivo a idéia de que é preciso flexibilizar as regras de trabalho para promover o crescimento do emprego.
O número total de admitidos no Estado foi de 46.435, e de desligados, 44.792 trabalhadores. Os setores que mais desempregaram foram a construção civil, que eliminou 1.143 postos de trabalho e a agropecuária, que diminuiu em 717 os postos de trabalho no campo.

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