Emprego formal fica mais próximo de jovem e idoso
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terça-feira, 04 de dezembro de 2012
Fábio Galiotto <br> <br> Reportagem Local 
O aumento da oferta de vagas de emprego no mercado brasileiro dá boas chances a jovens de 16 a 24 anos e a idosos com mais de 60 de buscar carteira de trabalho assinada. As duas faixas etárias têm tradicionalmente altas taxas de informalidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas especialistas dizem que o momento é propício para conseguir mais segurança profissional.
O IBGE divulgou nesta semana a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais: uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2012, que aponta a informalidade como condição para 71,7% dos idosos que têm ocupação e para 46,5% dos jovens. Prova de que o mercado de trabalho está aquecido é que, de 2006 a 2011, houve aumento de 40,8% para 53,5% no número de pessoas de 16 a 24 anos com emprego formal. Entre os idosos, esse número passou de 20,1% a 28,3%.
Segundo o IBGE, a maior informalidade no caso dos idosos ocorre porque eles já passaram pelo mercado de trabalho, mas precisam retornar como forma de continuar em atividade e de complementar a renda. Para os jovens, o interesse é ganhar experiência para poder crescer na profissão.
Professora de economia do trabalho na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Katy Maia diz que se trata de uma opção dos dois públicos, mas que ocorre por necessidade. ''O jovem pode decidir se qualificar mais para entrar no mercado formal ou buscar outros empregos com renda maior, enquanto o idoso precisa complementar a renda da aposentadoria.''
Ela considera que hoje é mais fácil conseguir um emprego formal devido à maior estabilidade econômica. ''Os empresários contratam mais porque estão confiantes na economia'', afirma a professora da UEL.
Para o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Paraná, os requisitos para conseguir um emprego diminuíram devido à necessidade crescente por mão de obra. ''Hoje já não se exige experiência ou diploma para muitas vagas.''
Cordeiro conta que a maioria dos postos de trabalho ainda é preenchida por indicação de conhecidos, mas que todos, idosos e jovens incluídos, devem ficar atentos à oferta. ''Existem agência de empregos, públicas e privadas, anúncios de jornal e das próprias empresas. As pessoas devem ir atrás dessas vagas formais'', afirma. Ele cita como vantagens do trabalho formal os salários mais altos, a seguridade social em caso de acidente e o recolhimento de encargos trabalhistas.
A professora de economia lembra ainda que os jovens precisam investir em formação para escapar da informalidade. ''Falta mão de obra especializada e o jovem tem de se qualificar se quiser um bom emprego.''
Em atividade
A pedagoga Angela Maria dos Santos Pedrini se aposentou como professora em 2010, mas não quis descanso. Como estava acostumada a vender cosméticos para amigas e colegas de trabalho, resolveu abrir uma loja no Centro Comercial Londrina, na Região Central. Para a comerciante de 63 anos, o objetivo não era melhorar a renda, mas se manter ativa. ''Eu iria fazer o quê? Não quis ficar parada, chamei uma amiga e vimos uma sala vaga, então nós alugamos'', diz.



