O nível de emprego formal no Paraná cresceu 0,32% no mês de setembro, o que corresponde a criação de 4.411 novos postos de trabalho no Estado. A Região Metropolitana de Curitiba registrou um crescimento de 0,40% no nível de emprego formal, correspondendo à criação de 2.311 novos postos de trabalho. O levantamento é do Dieese – Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos – que contabiliza um índice de crescimento de 4,39% no nível de emprego registrado no Estado e 3,61% na Região Metropolitana de Curitiba entre janeiro e setembro desse ano.
Pesquisa do Dieese aponta expansão de 0,32% do mercado de trabalho do Paraná em setembro, o que equivale a 4.411 postos
Com isso, o nível de emprego formal no Estado cresce pelo nono mês consecutivo, alavancada pelo crescimento econômico e o retorno das indústrias às contratações, após ter passado por um período de reestruturação.
Para o economista do Dieese, Cid Cordeiro, esse quadro revela que só o crescimento econômico é capaz de recuperar os empregos perdidos durante o Plano Real. ‘‘De certa forma, a realidade frustra o discurso do governo e entidades patronais de que seria preciso fazer a reforma trabalhista, extinguindo as conquistas nesse setor, para que o nível de emprego pudesse se recuperar’’, destacou.
Conforme levantamento do Dieese, o número de trabalhadores com carteira assinada no Estado passou para 1.394.621. No mês de setembro, o Paraná aparece em terceiro lugar no ranking de criação de empregos entre os estados da região Sul do País. O nível de emprego cresceu 0,58% em Santa Catarina e 0,40% no Rio Grande do Sul.
Os setores que mais geraram empregos no Paraná foram o comércio varejista, com 744 postos. Em seguida vem o de hotéis e restaurantes, com 735, e a indústria têxtil e de vestuário, com 732 pessoas.
Na Região Metropolitana de Curitiba, são 585.881 pessoas trabalhando com carteira assinada. Os setores que mais empregaram foram o de serviços, transportes e comunicações, hotéis e restaurantes, administração de imóveis e alimentos e bebidas. Por outro lado, os setores da construção civil, indústria de borracha, fumo e couros e de material elétrico continuam demitindo.

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