Emprego formal cresce no 1º trimestre
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
O crescimento do nível do emprego formal no Paraná durante o primeiro trimestre do ano reflete o otimismo da economia, registrado desde o segundo semestre do ano passado. O emprego formal apresentou crescimento de 1,06% no primeiro trimestre do ano e 0,34% no mês de março. Nos três primeiros meses do ano o número de postos de trabalho com carteira assinada no Estado somava 1,42 milhão. Só no mês de março foram criados 4.770 novos postos de trabalho. O índice foi apurado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Os índices de crescimento apurados no primeiro trimestre revelam que a economia ainda não havia se contaminado pelo cenário pessimista que está dominando os indicadores econômicos atualmente, justificou Cid Cordeiro, coordenador do Dieese.
No mês de março, o nível de emprego foi puxado pelo crescimento da indústria de material elétrico e comunicações, ensino, textil e vestuário. A indústria de transformação da borracha, fumo e couros teve uma participação expressiva com a criação de 570 empregos. Por outro lado, as demissões no Banestado continuaram influenciando no nível de emprego, com a queda de 1,06% de vagas do setor financeiro. A construção civil também registrou perdas de postos de trabalho em fevereiro e março.
O desempenho do emprego formal registrado pelo Dieese em março de 2001 foi o quarto melhor resultado desde 1990. No entanto, foi um índice inferior ao registrado no ano passado, de 0,36%, o que aponta uma leve desaceleração na criação do emprego este ano, avaliou Cordeiro.
De acordo com o coordenador do Dieese, o cenário da economia no primeiro trimestre era de otimismo, apenas de algumas expectativas sombrias como a volatilidade da taxa de câmbio, a crise da Argentina e a desaceleração nos Estados Unidos. O quadro otimista deve mudar a partir de junho, em função dos reflexos do racionamento que deverão influenciar na redução da demanda para todo o País e o Paraná deverá ser afetado, antecipou.
Na comparação com os demais estados brasileiros, o Paraná ocupou a segunda posição na colocação de empregos entre os Estados do Sul no mês de março e a sétima colocação no ranking nacional. No acumulado dos últimos 12 meses, cai para a vigésima posição.


