Agência Estado
De São Paulo
O nível de emprego formal da economia, acompanhado pelo Ministério do Trabalho, apresentou em junho crescimento de 0,29%, equivalente à geração de 58.109 novos postos de trabalho. Segundo o ministério, esse foi o terceiro mês consecutivo com saldos positivos e o primeiro balanço positivo no acumulado do ano. No período de janeiro-junho, apesar das perdas registradas nos primeiros três meses, o emprego apresentou um saldo líquido positivo de 0,08%, correspondente à criação de 17.281 novos postos de trabalho.
O resultado de junho, de acordo com os dados retirados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, foi suficiente para reverter a curva de perda do emprego formal no ano. Nos 12 meses terminados em junho, no entanto, ainda é fortemente negativa a variação do emprego devido às perdas acumuladas no último trimestre de 1998. Em 12 meses a perda acumulada de postos de trabalho é de 2,97%, equivalente a 627.792 empregos formais.
Segundo a análise feita pelos técnicos do Ministério, a maior taxa de crescimento, em junho, de 0,95%, correspondente à geração de 9.727 postos de trabalho, foi observada na agricultura. O crescimento do emprego no campo, no entanto, deve-se a fatores sazonais, uma vez que ocorreu em plena safra agrícola na região Centro-Sul do País.
Na indústria de transformação, os técnicos do ministério registraram o maior porcentual de aumento já verificado no mês de junho, que foi de 0,44%, ou 21.104 novos postos de trabalho. Em termos absolutos, a indústria de transformação liderou a geração de empregos, seguida pelo comércio (mais 13.804) e os serviços, com 12.357 novas oportunidades de trabalho.
As maiores perdas de postos de trabalho em junho foram registradas no setor Serviços Industriais de Utilidade Pública, com menos 0,33% e na construção civil, com menos 0,05%.
No caso dos Serviços Industriais de Utilidade Pública, os técnicos do ministério do Trabalho apontaram que o setor vem apresentando uma tendência de queda estrutural, enquanto a construção civil permence imersa num ciclo setorial específico, não vinculado ao desempenho econômico.

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