Após o resultado desfavorável de julho, o mercado de trabalho formal em Londrina registrou uma recuperação expressiva em agosto. O município encerrou o mês com um saldo líquido positivo de 559 vagas de emprego com carteira assinada, conforme os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (29).

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O desempenho positivo em agosto reverte a retração observada no mês anterior, quando o município havia registrado perda de 943 postos. O destaque do mês foi o setor de comércio, que conseguiu interromper uma sequência negativa. Após cinco meses consecutivos de resultados desfavoráveis, o segmento registrou saldo positivo de 218 vagas em agosto, contra uma perda de 94 postos no mês anterior.

O setor de serviços, que havia sofrido um baque expressivo ao liderar as perdas de julho (-786 vagas), recuperou-se e fechou agosto com 252 novas vagas. Embora ainda permaneça abaixo da média de desempenho observada em outros meses do ano, a retomada do setor foi essencial para sustentar o saldo geral positivo do município.

Outro motor importante da recuperação foi a construção civil, que abriu 120 vagas formais no período, superando com folga o saldo negativo de 54 postos registrado em julho.

A agropecuária também apresentou melhora, registrando saldo positivo de 7 vagas, revertendo o resultado de -12 postos contabilizado no mês anterior.

Em sentido oposto, a indústria foi o único dos grandes setores a encerrar agosto no campo negativo, com o fechamento de 38 postos de trabalho, piorando o desempenho frente aos seis postos positivos registrados em julho.

Paraná

Seguindo a tendência de recuperação observada em Londrina, o mercado de trabalho no Estado do Paraná também apresentou forte reação em agosto, registrando um saldo positivo de 8.009 empregos formais — um avanço expressivo frente às 523 vagas do mês anterior.

O resultado estadual foi fortemente empurrado pelo setor de serviços, que liderou a criação de vagas com 5.076 postos (ante 1.499 em julho), seguido pelo comércio, que saltou para um saldo positivo de 1.809 vagas (recuperando-se da queda de 819 postos do mês prévio). A construção civil também acelerou no Estado, com 1.067 novas vagas (contra 109 em julho), e a indústria abriu 130 postos (frente a 320 do mês anterior). Apenas a agropecuária estadual permaneceu no negativo, com fechamento de 73 vagas (embora atenuando a baixa em relação às 523 vagas perdidas em julho).

Brasil

No cenário nacional, o Brasil criou 165,8 mil vagas de trabalho em agosto deste ano, resultado de 2,29 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos. O saldo do mês apresentou crescimento em relação ao mesmo período de 2025, quando o país registrou a criação de 154,6 mil postos formais, além de demonstrar uma recuperação frente a julho, mês que fechou com 55,9 mil vagas.

Nos primeiros oito meses de 2026, o país acumulou a criação de 1,13 milhão de postos de trabalho.

Em agosto, os cinco grandes grupos econômicos registraram saldo positivo no país: serviços: 110,3 mil postos; construção: 20,8 mil postos; indústria: 16,6 mil postos; comércio: 16,5 mil postos; agropecuária: 1.452 postos.

Entre as 27 unidades federativas, 24 registraram saldo positivo em agosto. Em valores absolutos, os destaques foram São Paulo (42,5 mil vagas), Rio de Janeiro (20,8 mil) e Pernambuco (13,4 mil). Já em termos relativos, lideraram a Paraíba, com alta de 1,59%, seguida pelo Amapá (1,38%) e Rio Grande do Norte (0,92%).

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