A economia formal está gerando novos empregos para os trabalhadores com carteira assinada no País, segundo levantamento divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Em agosto último foram gerados 78.845 novos postos de trabalho. O resultado, segundo o governo, é o melhor para o mês em toda a década. Nos primeiros oito meses do ano o saldo líquido do emprego alcança 774.799 novos postos de trabalho. No mesmo período do ano passado foram gerados somente 38.644 novos empregos.
Os dados foram divulgados, ontem, pelo Ministério do Trabalho com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Pela lei 4923 todas as empresas do País são obrigadas a informar mensalmente ao Ministério do Trabalho toda alteração de pessoal feita em seus quadros, ou seja, demissão e contratação, assim como o salário inicial do contratado. Com base nessas informações, o Ministério do trabalho acompanha a variação do emprego no mercado formal.
De acordo com a análise feita pelos técnicos, o resultado de agosto reflete um desempenho que já vem acontecendo desde o início do ano. A boa performance do mercado de trabalho tem relação direta com o aquecimento do nível de atividade econômica e ausência de choques negativos setoriais. Com exceção dos serviços industriais de utilidade pública e a agricultura, todos os demais setores apresentaram crescimento do emprego no mês. Os técnicos atribuem a perda de 842 empregos nos serviços industriais de utilidade pública ao ajuste estrutural do segmento, que já vem se dando ao longo do tempo.
Com relação à perda de 4.777 empregos na agricultura, os técnicos afirmaram que é apenas consequência de um fator sazonal. Nos últimos 12 meses a agricultura foi capaz de gerar 27.324 novos empregos, enquanto que o serviço industrial de utilidade pública apresentou queda líquida de 14.919 postos de trabalho no mesmo período.
O segmento que mais gerou empregos em agosto foi o de serviços. A diferença entre demissão e contratação resultou num saldo líquido de emprego de 40.825. A indústria de transformação foi responsável por mais 22.492 novos postos de trabalho e o comércio por outras 13.253 vagas. Na construção civil o saldo do emprego foi modesto, mas positivo em 5.647 novas oportunidades de trabalho e revela uma mudança de tendência. Mesmo contando com o resultado acumulado nos oito meses deste ano, positivo para a construção civil em 39.749 postos de trabalho, o setor apresenta queda nos últimos 12 meses, com perda de 12.565 empregos.

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