As vendas da indústria em setembro, mês considerado um dos mais fortes devido às encomendas do comércio para formação de estoques de Natal, amargam uma queda de 17,7% neste ano, sobre 1997. A redução, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba, demostra que o comércio esteve mais tímido na hora de prever o aquecimento do comércio natalino. Os índices apontam que deve ocorrer uma redução mais acentuada na venda para o comércio varejista, neste final de ano.
A mesma pesquisa aponta ainda que, entre os meses de agosto e setembro, últimos dados levantados, houve uma pequena oscilação negativa de 0,04%, o que significa uma estabilidade.
O auge e o declínio das vendas na indústria paranaense ocorreram ao mesmo tempo nos anos de 1996 e 97, quando foram registrados os maiores patamares de comercialização no início de cada ano e os piores índices, nos últimos meses. Desde a metade de 97, as vendas apresentam uma queda consecutiva. O patamar registrado em setembro chega perto ao mesmo índice de vendas registrado no mesmo mês em 95.
Se a comparação for feita desde janeiro em relação a igual período no ano passado, há um novo registro de números negativos, tendo um acúmulo de 8,5%. A análise feita pela Fiep indica que as indústrias estão trabalhando com um faturamento 41,7% superior à média praticada em 92, quando iniciaram as pesquisas da federação junto às indústrias em todo o Estado. O levantamento da Fiep é feito com base nos relatórios mensais sobre vendas, emprego, salários e utilização da capacidade instalada que as indústrias encaminham.
No item emprego, a queda foi de 5,3% nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 97. O mês de setembro sobre agosto teve uma redução de 0,4%. A variação negativa sobre o mesmo mês em 97 foi de 3,8%.
Os números indicam que, em setembro, 12 setores industriais apresentaram demissão, que chega a ser 17,3% superior às demissões feitas entre janeiro e setembro do ano passado. Este percentual se refere à indústria do couro e produtos similares. Outros setores que demitiram foram Madeira e Mobiliário (-9,8), Alimentos (-8,1%), Plásticos (-6,7%), Minerais não Metálicos (-5,4%), Indústria de Transformação (-5,3%), Materiais de Transporte (-5,1%), Papel (-5,0%), Mecânica (-3,2%) e Química (-1,3%).
Os setores que empregaram foram Vestuário (26,5%), Produtos Farmacêuticos (6,8%), Perfumaria (5,8%), Bebidas (4,0%), Editorial (1,6%), Metalurgia (0,6%) e Material Elétrico e de Telecomunicações (0,3%). As empresas estão trabalhando com 77% da capacidade instalada.

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