Emprego e vendas industriais caem no PR
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quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Carmem Murara 
As vendas da indústria em setembro, mês considerado um dos mais fortes devido às encomendas do comércio para formação de estoques de Natal, amargam uma queda de 17,7% neste ano, sobre 1997. A redução, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba, demostra que o comércio esteve mais tímido na hora de prever o aquecimento do comércio natalino. Os índices apontam que deve ocorrer uma redução mais acentuada na venda para o comércio varejista, neste final de ano.
A mesma pesquisa aponta ainda que, entre os meses de agosto e setembro, últimos dados levantados, houve uma pequena oscilação negativa de 0,04%, o que significa uma estabilidade.
O auge e o declínio das vendas na indústria paranaense ocorreram ao mesmo tempo nos anos de 1996 e 97, quando foram registrados os maiores patamares de comercialização no início de cada ano e os piores índices, nos últimos meses. Desde a metade de 97, as vendas apresentam uma queda consecutiva. O patamar registrado em setembro chega perto ao mesmo índice de vendas registrado no mesmo mês em 95.
Se a comparação for feita desde janeiro em relação a igual período no ano passado, há um novo registro de números negativos, tendo um acúmulo de 8,5%. A análise feita pela Fiep indica que as indústrias estão trabalhando com um faturamento 41,7% superior à média praticada em 92, quando iniciaram as pesquisas da federação junto às indústrias em todo o Estado. O levantamento da Fiep é feito com base nos relatórios mensais sobre vendas, emprego, salários e utilização da capacidade instalada que as indústrias encaminham.
No item emprego, a queda foi de 5,3% nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 97. O mês de setembro sobre agosto teve uma redução de 0,4%. A variação negativa sobre o mesmo mês em 97 foi de 3,8%.
Os números indicam que, em setembro, 12 setores industriais apresentaram demissão, que chega a ser 17,3% superior às demissões feitas entre janeiro e setembro do ano passado. Este percentual se refere à indústria do couro e produtos similares. Outros setores que demitiram foram Madeira e Mobiliário (-9,8), Alimentos (-8,1%), Plásticos (-6,7%), Minerais não Metálicos (-5,4%), Indústria de Transformação (-5,3%), Materiais de Transporte (-5,1%), Papel (-5,0%), Mecânica (-3,2%) e Química (-1,3%).
Os setores que empregaram foram Vestuário (26,5%), Produtos Farmacêuticos (6,8%), Perfumaria (5,8%), Bebidas (4,0%), Editorial (1,6%), Metalurgia (0,6%) e Material Elétrico e de Telecomunicações (0,3%). As empresas estão trabalhando com 77% da capacidade instalada.


