O arrocho fiscal procurou indicar ao investidor estrangeiro que o País vai reduzir o déficit nos compromissos externos. O salto dos juros foi uma tentativa de cobrir a expectativa de desvalorização da moeda, uma aposta cujo risco aumentou.
A avaliação é do economista Luiz Belluzzo. Para ele, no limite da crise, o próprio mercado poderia comandar uma desvalorização do real. As medidas adotadas são as possíveis. Se são suficientes, é outra questão, afirma. Vai depender da evolução da crise externa e da retomada de confiança do capital externo no País.
O pacote está claramente voltado à queda do nível de atividade econômica para que se chegue ao equilíbrio das contas externas. Belluzzo prevê crescimento econômico em torno de zero para o próximo ano e nesse regime, prevê, o nível de emprego vai cair mais rapidamente que a produção. Outra preocupação é com o salário. O cenário aponta para uma perda completa do salário, com o desemprego, ou para um salário menor. O momento exige, portanto, prudência nos gastos e formação de reservas.
A opção mais atraente de investimento está na renda fixa, na caderneta ou em CDB, para volumes mais elevados.

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