Emprego e produção industrial têm queda
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A geração de empregos na indústria paranaense, no primeiro semestre deste ano, foi 1,03% inferior ao mesmo período de 2005, por conta do baixo desempenho da Região Metropolitana de Curitiba, onde o recuo no saldo de vagas foi de 51,71%. Os postos criados no Interior - mais de 22,1 mil, o que representou um crescimento de 10,53% - seguraram a retração no nível de emprego. A queda de 3,76% na produção, nos seis primeiros meses, confirma a desaceleração no setor industrial. O primeiro semestre de 2005 havia registrado aumento de 7,95% na produção.
No acumulado do 1º semestre deste ano, a indústria gerou 24.352 postos de trabalho. Mais de 90% das vagas foram abertas no Interior, com destaque para o setor de produtos alimentícios, bebidas e álcool, que gerou 17.071 empregos, respondendo por 70,1% do total. O único segmento que registrou queda (-0,9%) foi o da madeira e mobiliário, que encerrou o semestre com 721 postos a menos. Se comparado ao 1º semestre de 2005, um dos setores com pior desempenho no saldo de empregos foi o de material de transporte (onde se incluem as montadoras de veículos), que gerou 723 vagas, este ano, contra 1.648, no ano passado: recuo de 56,13%.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) -órgão responsável pela pesquisa-, Sandro Silva, explicou que a queda na geração de emprego é resultado, também, da comparação com um período de melhor desempenho da indústria paranaense (1º semestre de 2005). No caso do setor de madeira e mobiliário, que já vinha apresentando queda desde o ano passado, houve influência da política cambial (que reflete em queda nas exportações) e perda de competitividade pelo baixo investimento em tecnologia, avaliou Silva.
Considerando o desempenho nos seis primeiros meses, a indústria do Paraná acumula crescimento de 4,89%, ficando na oitava posição entre os demais estados brasileiro, em termos percentuais, e em terceiro, em saldo de empregos. Somente na agroindústria, foram abertos 16.778 postos, perto de 64% na fabricação e refino de açúcar.


