Emprego e PIB crescem no mesmo ritmo
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Márcia De Chiara<br>Agência Estado 
São Paulo - O Produto Interno Bruto (PIB) e o emprego formal, aquele com carteira de trabalho assinada, cresceram praticamente no mesmo ritmo em 2007, aponta pesquisa do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Em todos os anos desta década até 2006, o emprego formal crescia mais do que o PIB, afirma o consultor do Iedi, Júlio Sérgio Almeida. Isso mostra, segundo ele, que a criação de postos de trabalho - que proporciona mais renda, consumo e novos empregos - agora começa a aparecer também no desempenho do PIB.
Enquanto o PIB, a soma de todas as riquezas criadas no País, deve ter aumentado 5,2% no ano passado, segundo estimativa do Iedi, o emprego com carteira assinada cresceu 5,1% até novembro na comparação com o mesmo período de 2006, de acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis regiões metropolitanas do País. A convergência entre o indicador de emprego e de geração de riquezas é um processo cumulativo, afirma o economista. Ele acredita que a forte sintonia entre o PIB e o emprego formal registrada no ano passado consolida essa tendência.
Projeções da LCA Consultores, com dados do governo federal, indicam que perto de 1,7 milhão de empregos formais foram criados no ano passado. Para este ano, a perspectiva é de que o ritmo de crescimento do PIB e do emprego formal mantenha essa sintonia, prevê o consultor. Ele pondera, no entanto, que o quadro poderá mudar se o Banco Central (BC) optar por aumentar a taxa básica de juros para conter as pressões inflacionárias.
Na avaliação de Almeida, o fato de o PIB e o emprego formal estarem no mesmo ritmo reflete que o crescimento é sustentável. O que está acontecendo hoje na economia não é uma bolha, tem respaldo no emprego formal e na renda.


