Emprego é o pedido mais comum para 2003
O desemprego abateu a família da empregada doméstica Elza de Oliveira Ribeiro, 44. Se fosse possível fazer um pedido para 2003, ela pediria um emprego para o marido, que é pintor letrista e está sem trabalho fixo há dois anos. ''Ele tem 50 anos e para nós tem sido difícil conseguir emprego por causa da idade'', lamenta. O filho e a nora, pais de uma menina de dois anos, também amargam à procura de emprego. Para sustentar a família, Elza passou o ano trabalhando como diarista e como babá ocasionalmente.
O ano de 2002, Elza preferia esquecer. A conta atrasada da água foi parcelada, mas a dívida com a Companhia de Energia do Paraná (Copel) não teve solução. Ao falar com a reportagem da Folha, Elza voltava da Copel com a notícia de que o relógio de luz ia mesmo ser retirado de sua casa. ''Espero que 2003 seja melhor, com esse novo governo. Tenho muita esperança'', diz.
O servente de pedreiro Elias Correia, 29, conta que este ano foi mais difícil conseguir trabalho, mesmo para quem vive de bicos. Por outro lado, ele precisou trabalhar mais para ganhar o suficiente para sustentar a mulher e o filho de 1,8 ano. Para o Ano Novo, Correia também está otimista. ''Piorar mais do que está não vai. Espero que tenha emprego'', diz. (M.K.)





