Emprego e massa salarial crescem na indústria
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quinta-feira, 09 de dezembro de 2004
Reportagem Local 
A massa salarial dos trabalhadores da indústria paranaense teve ganho real médio de 13,3% de janeiro a outubro deste ano. Descontada a inflação do período, o volume pago aos funcionários do setor cresceu 5,98%, em relação aos dez primeiros meses de 2003. As vendas também avançaram 7,07%, apesar da redução do faturamento industrial em outubro. Os números estão na Análise Conjuntural da Federação das Indústrias do Estado do Paraná divulgada ontem.
O crescimento da massa salarial na indústria paranaense foi acompanhado pelo aumento de postos de trabalho no setor. No ano, foram gerados 53.320 vagas alta de 0,26% em relação ao mesmo período de 2003. Com este resultado, o segmento industrial registrou o maior volume de empregos acumulados desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 1992, pelo Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná.
Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo da Rocha Loures, o setor de transformação emprega diretamente 400 mil pessoas, número que se soma aos 100 mil operários da construção civil. ''Os dados de emprego deste ano são positivos. Mas para uma geração consistente de postos de trabalho é preciso que o País cresça na ordem de 8% ao ano, por vários anos'', destaca.
Os setores que mais empregaram nos primeiros dez meses do ano foram material de transportes (15,64%), madeira (7,29%) e matérias plásticas (7,18%). Os que mais demitiram foram vestuários, calçados e artefatos de tecidos (15,27%), produtos farmacêuticos e veterinários (13,83%) e couros, peles e produtos similares (10,40%).
No acumulado dos dez meses deste ano, o setor industrial paranaense faturou 7,07% a mais que o mesmo período de 2003, mesmo com a queda de 2,29% no resultado das vendas verificado em outubro, a segunda baixa consecutiva. ''A tendência para os próximos meses é de baixa, puxada pela entressafra período em que as indústrias reduzem a produção , que só encerra em fevereiro'', explica o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt.


