Rio de JAneiro - O mercado de trabalho favorável e juros mais baixos levantaram o humor do consumidor e conduziram à alta de 3,3% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em novembro, a mais intensa em quatro meses. Este mês, a satisfação do consumidor com o mercado de trabalho foi a melhor da série do ICI, iniciado em setembro de 2005. Para a economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Viviane Seda, estes fatores acabaram por conduzir melhora nas expectativas do brasileiro quanto ao futuro da economia.
Em novembro, as expectativas do consumidor de juros menores nos próximos meses são as maiores desde setembro de 2009. Além do começo de queda na taxa básica de juros, iniciada pelo Banco Central em agosto, o brasileiro também percebeu preços mais baixos. A projeção de inflação para os próximos 12 meses caiu de 7,5% para 7,3% de outubro para novembro.
Mas o bom desempenho de novembro não se refletiu positivamente nas intenções de compras de bens duráveis, que pioraram de um mês para o outro. Entre 2.000 domicílios pesquisados, a parcela de entrevistados que apostam em maior volume de compras destes itens caiu de 23,8% para 19,9%. Ao mesmo tempo, subiu de 30% para 32,3% a fatia dos que projetam menor volume de compras de duráveis. Viviane explicou que, no mês passado, a intenção de compras subiu de forma muito intensa, atipicamente. Agora, o consumidor começa a ajustar suas expectativas para níveis mais razoáveis. Tanto que, para um mês de novembro, a intenção de compra de bens duráveis deste ano é a melhor desde 2007. ''Isso abre uma boa expectativa para as vendas de Natal'', admitiu.
A classe média baixa foi preponderante para melhorar a confiança do consumidor em novembro. Entre as famílias com renda de R$ 2.100,01 até R$ 4.800,00, o ICI subiu acima da média em novembro, com alta de 5,5%, a maior elevação entre as quatro faixas de renda pesquisadas.

Imagem ilustrativa da imagem Emprego e juro baixo levantam o humor
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