O nível de emprego formal no Paraná cresceu 1,14% em maio, significando 15.842 novos postos de trabalho em comparação com o mês anterior. Os números foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), apontando, também, que este foi o quinto mês seguido de aumento na oferta de emprego no Estado.
Segundo o Dieese, o grande responsável pelo bom desempenho foi o interior, com a criação, em maio, de 15.957 empregos. O número geral caiu, porque na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) houve uma eliminação de 115 vagas. No total, houve 67.514 admissões, sendo 23.045 da RMC e 44.469 no interior. Das 51.672 rescisões, 23.160 foram na RMC e 28.512 no interior.
O grande destaque, segundo o economista do Dieese, Cid Cordeiro, foi a agropecuária. Dos 15.842 novos empregos de maio, 11.571 foram gerados neste setor, o que representa 73%. ‘‘Foi em função do ‘pico’ das contratações para a atual safra, que vai de abril a junho’’, comenta, acreditando que o índice foi puxado pela colheita de café e corte de cana-de-açucar (leia ao lado).
O mês de maio foi o melhor da série histórica dos últimos nove anos dos registros fornecidos pelo Ministério do Trabalho ao Dieese. O segundo melhor desempenho ocorreu no ano de 1996, com a contratação de 14.608 pessoas. Foi, também, o maior índice de emprego deste ano, já que o maior era de abril, com 8.434 admissões.
‘‘Nós atribuímos o resultado à retomada da economia, que começou a demonstrar sinais de recuperação em janeiro deste ano’’, comenta Cordeiro. No entendimento dele, o último resultado ‘‘mostra evidências de consolidação desta recuperação’’.
Não quer dizer, porém, a recuperação de todos os setores. A construção civil, por exemplo, aparece com a criação de 1.286 empregos em maio. Mas, conforme Cid Cordeiro, quem puxou o setor foi a montagem industrial, que consiste na ampliação e construção de indústrias, além de obras viárias concentradas, predominantemente, na RMC.
O levantamento foi feito no final de maio e, de acordo com os dados registrados no Ministério do Trabalho, o Paraná possuía, até aquele mês, 1,390 milhão de trabalhadores com registro em carteira. Significa 29% da População Economicamente Ativa (PEA) do Estado, que era de 4,8 milhões. O PEA considera todas as pessoas acima de 10 anos disponíveis para o trabalho, exceto estudantes e donas-de-casa.

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