Emprego cresce no Estado nos anos 90
Da Redação
O Paraná foi o único Estado nas regiões Sul e Sudeste que apresentou crescimento na geração de empregos do setor industrial, durante esta década. Os números foram divulgados neste final de semana pelo governo do Estado com base numa pesquisa feita pelo professor de macro-economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), João Sabóia. O professor se baseou nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Segundo a pesquisa, houve um aumento de 9,3% no número de postos de trabalho na indústria entre 1989 e 1997.
Os dados da pesquisa foram apresentados durante o 8º Congresso Brasileiro de Economia, que aconteceu no Rio de Janeiro, na semana passada. Na exposição de seu trabalho, o professor falou que o País amargou uma retração de 23,4% na geração de emprego industrial, no período.
O estudo de Sabóia revela que a migração do emprego formal no segmento industrial passou de áreas mais desenvolvidas, como as regiões metropolitanas, para o interior do País, a partir do início da década. Ele identificou 66 novas áreas industriais em 155 microrregiões pesquisadas.
Dez das 66 novas zonas industrializadas estão localizadas no Paraná, sendo que a microrregião que mais cresceu foi a de Umuarama. De 89 até 97 houve um aumento de 223% no número de postos de trabalho na indústria instalada nos municípios que compõem esta parte da região Noroeste. A microrregião ocupa o segundo posto no ranking do pesquisador, ficando atrás apenas de Pacajus (CE).
Na quinta posição do ranking de João Sabóia está Paranavaí com um incremento de 134%. A região de Cianorte gerou 95% mais postos de trabalho no período de 10 anos. Em seguida estão Apucarana com saldo positivo de 69%, Toledo com 41%, Maringá com 37%, Cascavel com 23%, Cornélio Procópio com 19%, Francisco Beltrão com 12% e Londrina com 4,5%.
A pesquisa mostra ainda que a Região Metropolitana de Curitiba teve uma retração de 8% na geração de emprego industrial e que Guarapuava teve um enxugamento de 3,5%. Foram as únicas regiões com números negativos.
As indústrias dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul também demitiram mais do que contrataram na década de 90. Santa Catarina teve uma variação negativa de 10,5% e o Rio Grande do Sul de 19,6%. A região Sudeste perdeu 30,7% dos empregos.
O município de Umuarama foi o que mais gerou empregos na indústria na década de 90, se os dados da pesquisa foram analisados em relação ao número de habitantes. O desempenho positivo foi impulsionado pelo pólo moveleiro da região, que é hoje o segundo maior do Estado, com cerca de 50 empresas instaladas. Há ainda os setores da agroindústria e da construção civil.





