Arquivo FolhaAlta rotatividadeSetor de construção civil contratou 37,2 mil operários no período de janeiro a julho, mas dispensou 34 mil O Ministério do Trabalho divulgou nesta semana uma pesquisa mostrando que entre os 17 maiores municípios paranaenses, de janeiro a julho desse ano, apenas um teve mais demissões do que contratações no mercado formal de trabalho. O município de Ivaiporã (Vale do Ivaí) teve 372 contratações de mão-de-obra contra 414 desligamentos, o que dá um saldo negativo de 42 postos de trabalho. O município que teve a maior relação de crescimento na oferta de emprego formal foi Umuarama (região Noroeste), que representa 6,6% de todos os empregos acrescidos no Paraná no período compreendido na pesquisa.
A relação entre emprego gerado e postos fechados de trabalho é calculada com base nos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego. Os empregadores de todo o Estado precisam encaminhar, mensalmente, um relatório ao Ministério informando quantas pessoas foram demitidas e quantas foram admitidas. A lista é apenas dos empregos formais (assalariados com carteira assinada) e não considera os índices de demissão em relação à população economicamente ativa. Apenas confronta o total de admitidos com o de demitidos.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que 54% da população vive da economia informal. Em todo o Paraná, existem 1,7 milhão de trabalhadores com carteira assinada.
Arquivo FolhaDéficit nas repartiçõesAdministração pública registrou o maior saldo negativo, na média estadual, entre contratações e dispensas no primeiro semestre. Foram 5,4 mil admissões e 7,8 mil demissões
Os 16 maiores municípios do interior do Estado representam 30,2% do mercado formal. Curitiba responde por 44% de todos os empregos formais. Londrina, segundo maior pólo econômico do Estado, apresentou um saldo positivo de 1,2 mil empregos entre os meses de janeiro e julho. Neste período, foram contratados 23,6 mil trabalhadores e demitidos 22,4 mil. O município contribuiu com 3,5% do total dos empregos ganhos no Estado.
A variação estadual de geração de emprego formal mostra que a relação entre admitidos e demitidos resultou num saldo positivo de 34,9 mil postos de trabalho. A variação foi garantida nos meses de março, abril, maio e junho, quando os números foram positivos (ver quadro). Em janeiro, fevereiro e julho, houve mais demissões que contratações no Estado. O pico de superávit foi atingido em abril com um resultado de 16,6 mil postos de trabalho.
O setor que mais contribuiu para a geração de emprego formal foi o da agropecuária, com um variação de 32% entre a abertura de postos e demissão de trabalhadores. Em seguida aparece os setores de extração mineral (27,5%) e indústria de transformação (23,6%). A administração pública teve o maior número de demissões. Houve um saldo negativo de 30,6% nesse setor, na média estadual.

mockup