Emprego cresce, mas PR tem pior desempenho da regiao Sul
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sexta-feira, 12 de maio de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) mostra que o número de empregos formais no Paraná cresceu 0,63% no primeiro trimestre do ano, seguindo tendência nacional de ampliação dos postos de trabalho. Isso representa mais 8.331 empregos formais em todo o Estado. No mês de março o crescimento do emprego formal no Paraná foi de 0,37%. Apesar disso, na região sul do País o Paraná continua tendo o pior desempenho no saldo entre a taxa de admissões e demissões.
Enquanto o nível de emprego no Paraná ficou em 0,63%. No primeiro trimestre de 2000 o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 1,69% e Santa Catarina, que teve o melhor resultado do período, ficou com 2,37%. No acumulado dos últimos doze meses, o Paraná continua na última colocação. O nível de emprego em Santa Catarina cresceu 4,05%, no Rio Grande do Sul 1,23% e no paraná 0,61% nesse período.
Para o economista Nelson Karan, do Dieese, é preciso fazer uma análise específica das condições de trabalho de Santa Catarina e Rio Grandedo Sul para saber quais os motivos das diferenças entre os três Estados. A estrutura produtiva de Santa Catarina é diferenciada, com mais prestação de serviços, mas a do Paraná e Rio Grande do Sul são bastante semelhantes, precisamos conhecer que setores nos outros Estados mais colaboraram para o crescimento da oferta de empregos, diz.
Na última década, o Paraná apresentou níveis de emprego positivo no primeiro trimestre em 1993, 1994 e 1995. Nesses anos houve um crescimento da economia regional como um todo. Com base nos números de 2000 é possível prever um crescimento da economia estadual de 3% a 4% do PIB até o final do ano, antecipou o economista.
Os setores que mais colaboraram para a geração de novos postos de trabalho no Estado foram o de Administração de imóveis, comércio varejista, hotéis e restaurantes, transportes e comunicação, ensino e indústria têxtil. Na outra ponta, os que mais desempregaram foram a Agricultura, indústria mecânica, indústria mobiliária, instituições financeiras, indústria de produtos minerais, serviços médicos e odontológicos.
Esse desempenho positivo do nível de emprego no Paraná foi marcado em especial pela diversificação da economia, com destaque para o comércio e a prestação de serviços, explica o economista. O crescimento econômico em geral deve-se à queda gradativa da taxa de juros, aumento da produção da inústria e crescimento do número de empregos formais.


