A taxa de desemprego aberto em maio estabilizou-se em 7,8%, mesmo índice de abril e praticamente o mesmo de maio do ano passado (7,7%), como demonstra a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desde maio do ano passado, foram criados no País 822 mil postos de trabalho, o que corresponde à expansão de 5%
Apesar da estagnação, a oferta de emprego cresceu em todos os setores da economia. De maio do ano passado a maio deste ano, foram criados 822 mil postos de trabalho, o que corresponde a um crescimento de 5%.
Mesmo com o aumento, o emprego ainda não voltou aos níveis de 1997, antes da crise asiática. Além disso, mais da metade das vagas criadas (492 mil) se destinaram a trabalhadores sem carteira assinada, o que confirma a tendência dos últimos anos. ‘‘Comércio e indústria já começam a apresentar recuperação no nível de ocupação, mas isto não se reflete imediatamente na taxa de desemprego porque a quantidade de pessoas procurando trabalho também aumenta quando a economia dá sinais de aquecimento’’, diz Shirlene.
O setor de serviços foi o único que não apresentou redução de vagas depois das crises econômicas internacionais. Pelo contrário, este segmento acabou incorporando parte da mão-de-obra dispensada da indústria e do comércio e vem crescendo de maneira consistente desde 1997. Nos últimos três anos, acumula um acréscimo de 670 mil vagas.
‘‘Neste setor há uma diversificação muito grande e, por isso, mais facilidade na absorção de trabalhadores’’, explica Shyrlene Ramos de Souza, coordenadora da Pesquisa Mensal de Emprego.
A taxa de desemprego aberto corresponde ao porcentual da população economicamente ativa que ainda está procurando trabalho. A pesquisa é realizada nas seis maiores regiões metropolitanas e mostrou que, de abril para maio deste ano, a taxa de desemprego caiu na maioria delas, mas cresceu ligeiramente no maior centro empregador do País: São Paulo, onde a taxa passou de 8% para 8,4%. Em Recife também houve um pequeno aumento, de 8,2% para 8,7%. Nas demais regiões, as comparações foram as seguintes: Salvador (de 10,6% para 9,7%), Belo Horizonte (8,7% para 8,0%), Porto Alegre (7,9% para 7,6%), Rio de Janeiro (6,1% para 5,9%).
De maio de 1999 para maio deste ano, o crescimento da ocupação foi expressivo em todas as regiões metropolitanas. Os setores de atividade também apresentaram variações significativas: comércio (8,2%), serviços (4,1%), construção civil (5,9%) e indústria de transformação (2,2%).
Dentre as categorias de ocupação, aumentou significativamente o número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,5%) e o de trabalhadores por conta própria (5,7%). Nas demais categorias, os acréscimos foram de 2% para os empregadores e 0,9% para os empregados com carteira de trabalho assinada.

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