Curitiba - O emprego no Paraná cresceu 1,05%, em maio, o que correspondeu a abertura de 16.216 postos de trabalho. O grande responsável pela geração de empregos foi o interior do Estado, com 93,54% de vagas, enquanto que a Região Metropolitana de Curitiba ficou com 6,46% das vagas. O crescimento do emprego era esperado, mas de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que divulgou ontem a pesquisa, esse foi o pior resultado do mês de maio desde 2000.
Mesmo com o desempenho insatisfatório, o Paraná foi o terceiro estado que mais gerou empregos, ficando atrás apenas de Tocantins, que registrou variação de 1,70%, e de Minas Gerais, com 1,46%. Ficou bem acima, também, da média nacional, que foi de 0,62%. Com esse resultado, o Dieese calcula que o Paraná tenha 1,561 milhão trabalhadores com carteira assinada.
No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram criados 54.819 empregos no Estado, correspondendo a um crescimento de 3,64%. Do total de vagas abertas este ano, 50.428 delas, ou 92%, foram geradas no interior do Estado. Ou seja, a Região Metropolitana de Curitiba gerou apenas 4.391.
A agricultura foi o setor que mais criou vagas em maio (8.202), seguida da indústria da transformação (3.422) e do comércio (2.141). Os três setores juntos responderam por 85% do total de empregos gerados no Estado.
O economista do Dieese Cid Cordeiro observou que, historicamente, o nível de emprego no primeiro semestre cresce mês a mês. Já este ano, houve queda no índice de março em relação a fevereiro e em maio em relação a abril. Para ele, essa oscilação é preocupante porque denota que o nível de atividade econômica está em baixa e, por isso, não consegue sustentar os empregos gerados.
A expectativa é de que a atividade econômica no Paraná comece a recuperar fôlego a partir do segundo semestre com a desaceleração da inflação e queda da taxa de juros. ''Se continuar essa tendência, devemos ter uma rápida reversão do quadro da economia brasileira e paranaense'', destacou Cordeiro.
Ele lembrou que apesar do crescimento do emprego formal no Paraná, o número de vagas abertas não tem sido suficiente para absorver toda a demanda. A estimativa do Dieese é de que 580 mil paranaenses estejam fora do mercado de trabalho, o que representa uma taxa de desemprego de 12%. Somente na Região Metropolitana, estima-se que existam mais de 200 mil desempregados. O que se observa, ainda, é a queda na renda da população, que já chega a 4%.

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