Emprego cresce 0,96% em maio no PR
Maigue Gueths
De Curitiba
Pelo segundo mês con secutivo o Paraná apre senta crescimento no setor formal de empregos. Em maio, o aumento foi de 0,96%, representando a abertura de 12.858 postos de trabalho no Estado. A reação deve-se principalmente a fatores sazonais, como o período de safra na agricultura, o desempenho do comércio, que teve em maio um crescimento nas vendas em função do dia das mães, além do desempenho de alguns subsetores da indústria de transformação.
O resultado dos últimos dois meses, no entanto, não conseguiu reverter os índices negativos dos últimos 12 meses, quando o Paraná cortou 47.409 postos de trabalho, registrando queda de 3,42% no nível de emprego. Foram sete meses seguidos de índices negativos até março. Apesar dos meses de abril e maio tradicionalmente apresentarem aumento no nível de emprego, para o economista Cid Cordeiro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), os números de maio são indicativo de recuperação da economia. O que era esperado para o segundo semestre do ano.
O número de postos de trabalho criados em maio deste ano foi bem superior ao desempenho de maio do ano passado, quando foram abertos 7.342 empregos. É semelhante, também, aos números de maio de 1996 e 1997. Isso significa que depois de sete meses de queda consecutiva do emprego, a atividade econômica está sendo incrementada, conclui. O economista Nelson Karam, também do Dieese, alerta que mesmo com este incremento, o nível de emprego no Estado não fechará o ano com índices positivos.
Dados da pesquisa sobre emprego no Paraná e região metropolitana, elaborada pelo Dieese, mostram que a agricultura foi a principal responsável pela geração de empregos no Estado, com um crescimento de 3,91%, representando a abertura de 3.663 postos de trabalho, seguida pelo comércio com 3.252 novos empregos e 3,22% de aumento. Segundo Cordeiro, o crescimento na agricultura é devido à safra, principalmente da cana-de-açúcar, que absorveu muita mão-de-obra no período. Nos últimos 12 meses, a agricultura foi o único setor que apresentou índice positivo de emprego, com crescimento de 1,26% e 1.018 postos criados. O setor de maior perda foi a indústria de transformação, com queda de 5,12% (17 mil postos a menos).
O Dieese ressalta, no entanto, a qualidade dos empregos criados. São empregos temporários e de baixa remuneração, que não produzem efeitos na economia, diz Cordeiro. A situação repete-se na área urbana, segundo Karam. Houve um crescimento no emprego nos hotéis, por exemplo, mas é também um serviço temporário, em função das férias, e de baixa remuneração, diz.





