O número de empregados com carteira assinada no Paraná, excluindo os domésticos, cresceu 50,6% de 2003 a 2012, passando de 1,672 milhão para 2,518 milhões. Já o de militares e servidores públicos estatutários cresceu 39% no período, de 276 mil para 383 mil. Os dados fazem parte do estudo "Um olhar sobre informalidade no mercado de trabalho do Paraná", feito pelo Observatório do Trabalho do Paraná - parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária do Paraná (Sets).
Entre 2003 e 2012, a informalidade no mercado de trabalho paranaense caiu 2,67%. O estudo considera como informais os empregados, incluindo os domésticos, sem carteira assinada, além dos trabalhadores por conta própria, que são basicamente os vendedores ambulantes. Nessas categorias, o número de paranaenses caiu de 2,049 milhões para 1,999 milhão. Já o índice de empregadores cresceu 16% no período, de 232 mil para 269 mil.
Economista do Observatório do Trabalho, Marcos Souza ressalta que a informalidade caiu, mas ainda é muito alta no Estado, cerca de 36% da população ocupada. Para ele, mesmo com a desaceleração da atividade econômica no Brasil, a formalização do trabalho é uma tendência. "A menos que venha uma crise muito forte, vamos continuar aumentando o trabalho formal", afirma.
A análise do observatório não segmenta o mercado de trabalho do Paraná por faixa etária. Mas a Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgou ontem o estudo "Trabalho decente e juventude: políticas para a ação". De acordo com a organização, o total de jovens (15 a 24 anos) ocupados em trabalhos informais no Brasil diminuiu de 2007 para 2011. Os informais eram 52,6% dos jovens brasileiros ocupados e passaram para 41,6%.
De acordo com o estudo, diversos fatores econômicos e sociais, além de intervenções políticas, ajudam a explicar o aumento da formalidade. Entre eles, estão a maior retenção de jovens no sistema de ensino do País, o que reduz o total de ocupados expostos a condições precárias no mercado de trabalho.
Além disso, o documento cita medidas como a simplificação do registro e a diminuição de impostos para pequenas e médias empresas, bem como uma maior conscientização sobre a importância da formalização jurídica, beneficiando em especial os trabalhadores domésticos.
Na América Latina e Caribe, dos 48,3 milhões de jovens ocupados no mercado de trabalho entre 15 e 24 anos, mais da metade, ou 55,6%, atuaram em empregos informais em 2011. Em 2007, o porcentual era de 60,6%, ou seja, houve uma queda de 5 pontos porcentuais no período.

Vida nova
Durante dois anos, Isabella Vasconcellos, 24 anos, trabalhou em casa, produzindo cupcakes. Em abril do ano passado, ela deu um passo corajoso, tornando-se microempreendedora individual. Formalizar-se foi uma decisão correta. O marido Renan Akaishi foi trabalhar com ela e, em menos de um ano, a MEI, localizada na Avenida Maringá, já emprega uma terceira pessoa.
"Estamos indo muito bem. Meu pai emprestou o dinheiro necessário para abrirmos a loja e realizamos o pagamento para ele mensalmente", conta. Segundo a jovem, a loja "se paga" e as perspectivas são muito boas. "Conquistamos vários clientes fiéis e neste ano pretendemos crescer mais", declara ela, que é formada em design gráfico e em gastronomia.

Imagem ilustrativa da imagem Emprego com carteira assinada cresce 50%
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