O Paraná apresentou, em 2010, uma forte aceleração na geração de empregos formais. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a geração de empregos no Estado foi 154.014, o melhor saldo desde 1992. Em 2009 haviam sido registrados 69.084 novos empregos. O total de pessoas empregadas com carteira assinada no Paraná é de 2.490.465.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, esse movimento positivo na geração de empregos no Paraná ocorre desde 2004, quando a economia passou a apresentar maior crescimento. Segundo ele, alguns dos fatores que impulsionam esse movimento positivo do mercado são o aumento do salário mínimo, as taxas de juros caindo, a ampliação de prazo e os programas sociais.
Os bons resultados no avanço do número de trabalhadores de carteira assinada ao longo de 2010, informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletem a melhora no cenário econômico brasileiro. Dentro do universo de 22 milhões de trabalhadores empregados, 46,3% do total possuíam carteira assinada em 2010, o que equivale a 10,2 milhões de empregados formais.
A economia aquecida continua causando aumento na procura por mão de obra no Paraná. No último dia 26, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) Paraná possuía 21.558 oportunidades de emprego distribuídas nas Agências do Trabalhador do Estado. Este é o melhor índice dos últimos 33 anos para o mês de janeiro e supera em 36% o número de ofertas no mesmo período de 2009. Os setores da indústria, do comércio, da construção civil e de serviços são os que mais abrem novos postos.
Melhores condições
Segundo Sandro Silva, por mais que mercado de trabalho tenha avançado, ainda há muitos problemas. ''Estamos longe do pleno emprego'', salienta. A existência de vagas sobrando no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, de profissionais desempregados, é explicada pela ausência de pessoal qualificado para atuar em determinados setores. Mas, além desse fator, o economista argumenta que muitas empresas não estão conseguindo contratar funcionários por oferecerem condições insatisfatórias, como salários muito baixos e falta de benefícios. De acordo com os dados do Sine Paraná, 76,08% das vagas disponibilizadas no Estado em 2010 ofertavam remuneração de um a três salários mínimos.
''Estamos em um cenário diferente dos anos 1990, quando os profissionais eram forçados a entrar no mercado de trabalho. Hoje eles têm facilidade de procurar emprego com melhores condições. Isso reduz a pressão no mercado de trabalho'', avalia o economista. Atividades como atendimento em supermercados, telemarketing e cortador de carne em açougues costumam não ser totalmente preenchidas. O consultor empresarial Wellington Moreira confirma que a economia aquecida faz com que as pessoas não tenham medo de perder o emprego. ''Os empregadores hoje estão na mão dos bons empregados'', conclui.

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