Desempregados da Metalúrgica Tergal, falida desde dezembro, romperam ontem o lacre da empresa, bateram seus cartões de ponto e recomeçaram a produzir para-chóques, à revelia da decisão judicial. Eles foram orientados a invadir a fábrica e voltar ao trabalho pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que está ajudando na administração da fábrica. ‘‘Existem matérias-primas em estoque, pedidos em carteira e interessados na compra da empresa’’, disse o presidente do Sindicato, Paulo Pereira da Silva. ‘‘O melhor é voltar produzir.’’
O maior interessado na compra da Tergal se apresentou ontem à Justiça. Franz Ciulla se disse representante de um grupo empresarial com oito fábricas de componentes para caminhões e 2.500 empregados.
Segundo Ciulla, que preferiu não divulgar o nome das empresas, o negócio estava praticamente fechado quando a Justiça decretou a falência da Tergal. Ainda de acordo com o empresário, o grupo pagaria pela Tergal a quantia de R$ 200 mil e assumiria um passivo de R$ 12 milhões.

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