Empregados e empregadores aprovam a Comissão
A Comissão de Conciliação Prévia recebe a aprovação tanto de empregados quanto de empregadores. Na opinião do diretor-secretário do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, Célio Vila, a medida é uma alternativa muito boa, pois permite resolver os conflitos trabalhistas sem gastar o dinheiro da União. Os comerciários formaram a comissão em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, o representante patronal.
Vila, que atua como conciliador, observa que a alternativa é positiva para ambas as partes, principalmente pela agilidade com que os processos são resolvidos. Segundo ele, todas as demandas passam pela comissão mesmo que forem julgadas pelo judiciário posteriormente. Porém, nem sempre o empregador comparece. A empresa não tem obrigação de ir, comenta o representante dos comerciários, mas o comparecimento mostra que está disposta a negociar.
Para o comerciante Alexandre Fujita, também conciliador, a comissão é bastante vantajosa. O custo na conciliação é menor para o empregador, segundo ele, porque só precisa pagar a taxa que varia de R$ 50 a R$ 1 mil, dependendo do valor do acordo com o empregado. A tabela de preços foi instituída pelo Ministério Público. Na justiça, conforme Fujita, existem taxas, encargos e custos com advogados na audiência da comissão não há necessidade de o empregador estar acompanhado de um advogado.
O comerciante acrescenta que muitas vezes os empregadores não comparecem à audiência da comissão por orientação do departamento jurídico da empresa e pede para ir direto para a justiça, onde poderá se defender perante o juiz. Quando o empresário vai e está disposto a fazer um acordo, cerca de 70% dos processos são negociados, pontua.
Segundo a escrivã dessa comissão, Josy Feijó Marques Vieira, anualmente são realizadas 2,2 mil audiências e cerca de 70% dos processos são acordados. Desde que foi criada, em agosto de 2000, até março deste ano foram realizadas 13.805 audiências. (E.Z.)





