Empregados da Copel querem garantias trabalhistas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Carmem Murara<BR>De Curitiba 
Os empregados da Copel querem que o governo inclua uma série de garantias trabalhistas na empresa que deverá ser privatizada em 31 de outubro. Eles encaminharam para a Secretaria de Governo uma lista de pedidos a serem incluídos no edital do leilão de privatização, que deverá ser publicado amanhã. A garantia de emprego por determinado período foi atendida.
Os advisers (empresas que fazem a modelagem e avaliação da Copel para a venda) incluirão cláusula no edital que obriga os compradores da companhia a manter inalterado o quadro de empregados pelo menos por 18 meses. A informação foi confirmada anteontem pelo secretário da Fazenda, Ingo Hubert.
''Pedidos estabilidade no emprego, muito mais como um tempo para que o novo controlador possa conhecer a empresa'', disse a representante dos empregados no Conselho de Administração, Maria Aparecida Rodrigues Plaça.
Outra preocupação é quanto à Fundação Copel, fundo de pensão que hoje responde pela aposentadoria complementar dos empregados. Eles pediram para que seja mantida a fundação com as atuais regras em vigor. ''O destino da fundação é uma das grandes preocupações nossas'', disse Maria Aparecida.
Entre os pedidos enviados aos advisers constam também três itens que dizem respeito à sociedade. Um deles é para que o novo dono da companhia seja obrigado a investir em geração de energia para atender à demanda, conforme crescimento da população. O governo, no entanto, não concorda com a exigência e não vai colocar a obrigatoriedade no edital.


