Curitiba Londrina poderá ganhar dois novos grandes empreendimentos que, se concretizados, vão aumentar o comércio e o lazer da cidade. Um shopping center com quase 27 mil metros quadrados e 100 lojas e cinemas, nas proximadades do Lago Igapó, e um loteamento de 50 mil metros quadrados, com 15 mil metros quadrados de lojas e 10 mil metros quadrados de casas perto do Parque Guanabara (região sul) estão em fase de aprovação na Prefeitura de Londrina. As obras pertecem à Construtora Guidimar Guimarães, que volta à cidade depois de dez anos.
Segundo o engenheiro civil responsável pela aprovação de novos projetos da Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina, Alexandre Andrade Adário, a construtora já tinha um projeto aprovado em 1986 no local onde agora pretende construir o shopping center. Era um edifício comercial, com escritórios, lojas e estacionamento e que iria ocupar um terreno de cerca de 17 mil metros quadrados. ''Lá já tem, inclusive, uma obra começada. Agora, o proprietário da construtora adquiriu um terreno ao lado e mudou o projeto. Estamos tentando adequar o novo empreendimento às normas da região'', explicou.
O principal empecilho, que está sendo analisado pela Secretaria de Obras e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), é a altura do edifício. No projeto inicial, de 1986, foi aprovado um edifício com três pavimentos, ou seja, cerca de 11 metros de altura. Porém, uma lei de urbanística de 1998 determina que naquela região não podem ser construídos edifícios com altura superior a 7,5 metros (dois andares). A construtora quer que shopping tenha 3,5 pavimentos por causa do estacionamento e do cinema, que possui um pé-direito maior que o convencional. ''Estamos tentando achar alguma brecha para encaixar o projeto na legislação antiga, já que foi aprovado antes de 1998'', explica a diretora de planejamento urbano do Ippul, Elisa Koyama.
O loteamento onde a construtora pretende construir as casas e lojas está ainda na fase de aprovação das diretrizes. Isso é, estão sendo definidos o arruamento e os 35% do terreno que serão destinados a áreas públicas. Esse projeto também já teve as diretrizes aprovados há dois anos. Contudo, a construtora resolveu diminuir a parte do lote destinada a ruas e por isso é preciso rever o projeto. Segundo o arquiteto e assessor técnico de planejamento urbano do Ippul, Humberto Marques de Carvalho, a prefeitura ainda não tem conhecimento do que se quer contruir lá, pois a edificação ainda não chegou à fase de aprovação de projetos. ''A área é comercial, mas se a intenção for realmente construir um empreendimento misto é viável'', explicou.

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