''Casei a floricultura com o chocolate e acho que está dando certo''. A frase é de Emília Augustina Kranz, que decidiu abrir o negócio depois de 8 anos na inativa. A Emy Flowers, floricultura que oferece também cestas matinais e chocolates caseiros, na Avenida Madre Leônia, Jardim Altos do Igapó, (Zona Sul), é um dos empreendimentos do Programa Bairros que Fazem realizado pelo Sebrae de Londrina, que tem por objetivo desenvolver o empreendedorismo e estimular a abertura de novos negócios dentro dos bairros.''Queria me sentir útil, usar meu potencial. Abrir uma floricultura foi uma ótima idéia porque além de não ter outra aqui por perto, entendo um pouco de plantas'', comenta Emília, que improvisou o estabelecimento na garagem e na sala de sua casa.
A Emy Flowers foi aberta às vésperas do Dia das Mães - época propícia para a venda de flores. ''Vendi um caminhão de flores e me animei, embora tenha começado meio no improviso. Participei do programa do Sebrae e ainda recebo consultoria'', conta Emília, que tem na sua antiga sala de visitas um show room com vários tipos de cestas matinais e caixas de bombons trufados fabricados por ela. Para aperfeiçoar a produção e expandir as vendas até o início da primavera, período considerado bom para aumento das vendas no setor, Emília está participando de consultorias. ''Tenho grandes expectativas na primavera'', adianta ela,que tem nos fundos de sua casa um grande jardim com cerca de 600 mudas de bromélias e orquídeas.
Pensando grande, o próximo passo da empresária é participar de cursos sobre decoração de vasos, se especializar no cultivo de orquídeas e oferecer o serviço de paisagismo e jardinagem, além de contratar um funcionário para ajudar no atendimento.''Do cultivo da planta entendo um pouco, pois tenho o marido agrônomo, preciso agora melhorar a decoração do estabelecimento com novos balcões e estantes modernas'', diz. Além de comercializar as flores de Holambra (SP), ela vai também vender suas bromélias.
Não é só Emília que está contente com o empreendimento. As argentinas Cecília Barreira de Gallego e Gabriela de Montesi se conheceram em Londrina no ano passado e pensavam em montar algum tipo de negócio. Ao ficarem sabendo do Bairros que Fazem, participaram do lançamento e passaram a frequentar os treinamentos. Hoje, as duas se dizem satisfetas com a Estação A - uma papelaria que funciona em conjunto com um ateliê, também na Madre Leônia Milito (Zona Sul), oferecendo desde agulha e linha a materiais escolares e peças em madeira para decoração. E ainda cursos de pintura, tapeçaria, macrame, crochê biscuit.
''Estamos contentes com o ateliê. As pessoas vêm aqui e dizem que a loja é bonita, isso nos incentiva cada dia mais'', diz Cecília, que viu na região potencial para o negócio. ''Para comprar unm lápis as pessoas tinham que ir até o centro ou ao shopping. Não tem estabelecimento que venda esse tipo de material aqui'', contou. Ela trabalha também com artesanato e aproveitou o espaço da papelaria para montar o ateliê. ''Ainda estamos investindo. Todo capital que entra é revertido no estabelecimento'', salienta Gabriela, informando que o Programa Bairros que Fazem foi fundamental para dar um ''empurrão'' nos negócios.
Para Cecília, o sucesso do empreendimento está exatamente nos produtos diferenciados. Para montar a loja, a pesquisa do Sebrae foi bastante importante para diagnosticar o que faltava naquela região.''Sempre digo que caímos no lugar certo, na hora certa, embora muitas pessoas nos diziam que não era um bom momento para investir em comércio aqui no Brasil'', finalizou.

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