A barraca de pastel na feira impulsionou o empreendedorismo de Jorge Kamiji. Ele era técnico em projeto de irrigação numa multinacional e tinha renda mensal que variava entre 14 e 17 salários mínimos quando aceitou o convite da família e resolveu seguir o comércio na feira, o qual dirige há 21 anos.
No início, a barraca ''Jorge Pastel'' contava com apenas três atendentes - Kamiji, sua esposa e um ajudante. Atualmente são necessários ao menos sete para a grande clientela. Num único dia de feira, das 5 às 12 horas, são vendidas quase três mil unidades, sendo que em uma semana este número já chegou a 13 mil.
Ele conta que em 1998 aprendeu a preparar a massa do pastel com um chinês de São Paulo que utiliza um produto natural extraído do trigo, importado da Alemanha e Holanda. ''Este é o segredo dos meus pastéis, que ficam crocantes por fora e macios por dentro'', diz.
Embora o cardápio conte com 14 sabores, os tradicionais, de carne, queijo e frango são os preferidos da maioria. O comerciário João Henrique Valim e o representante de atendimento Cristhian Nomura, contam que há sete anos mantém o costume de sair da balada e passar na feira para comer o pastel. ''Sempre escolhemos os de carne, queijo, frango e pizza'', contam. Os preços dos pastéis vão de R$ 2,25 (tradicionais) a R$ 3,50 (camarão e pizza) e R$ 4,50 os sabores especiais; 630 gramas de massa de pastel custam R$ 3.
Kamiji já tinha uma microempresa que produzia massa para entrega em bares e lanchonetes quando iniciou o investimento na feira. Com a renda da barraca, pode investir e expandir esta produção. ''Pastel é um produto muito lucrativo'', afirma. Atualmente, as massas são distribuídas em Londrina e região metropolitana. ''Pretendo continuar vendendo pastel o resto da vida'', revela. (A.V.)

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