EMPREENDEDORISMO - Fazendo negócios aos 11 anos
Com apenas 11 anos, o garoto Murilo Melnek, de Colombo (PR), é um empreendedor nato. No começo do ano, ao saber que a tia viajaria para o Estados Unidos, deu um jeito criativo de conseguir os R$ 700 necessários para que ela lhe trouxesse um iPod. "Pedi o dinheiro para minha mãe e ela disse que não era hora de fazer esse investimento. Eu disse que eu iria conseguir o dinheiro e ela me apoiou", conta.
Inicialmente, Murilo produziu ímãs de geladeira com frases de Albert Einstein e Leonardo da Vinci para vender na escola. "Fui à falência. Só vendi dois", brinca.
Na sequência, tentou produzir cupcakes, "mas dava muito trabalho". A solução veio de uma receita de brownie que ele pegou na internet e aprimorou. Com uma página no Facebook (Brownie do Murilo), o garoto fez o marketing do seu produto, que virou febre na escola onde ele e o irmão estudam. A direção não deixa o jovem levar doce para vender, mas permite que ele receba pedidos e faça as entregas no local.
Murilo diz que fez sua planilha de custos e estipulou o lucro que desejava obter. Vendendo o brownie a R$ 4, ele já tinha o suficiente para comprar o iPod 15 dias após o início da produção.
O garoto conta que fez sociedade com o irmão Lucas, de 16 anos, mas fez questão de assinarem um contrato antes. "Pelo contrato que eu fiz, meu irmão divide o trabalho comigo e também as receitas do negócio", afirma.
A mãe de Murilo, Rafaela Pedro, tem orgulho do espírito empreendedor do filho. Mas cuida para que os "negócios" não atrapalhem a vida escolar. "Em semana de prova, por exemplo, ele não pode fazer brownie", explica ela.
Pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas mostra que 80% dos jovens entrevistados esperam tornar-se empreendedores em 10 anos, enquanto outros 46% já estão empreendendo
Além do aparelho, ele também comprou uma bicicleta e já tem quase todo o dinheiro para um novo computador
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





