Em seus 12 anos de existência, a Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel) analisou 114 projetos, sendo que 24 deles (21%), tornaram-se empresas graduadas, ou seja, independentes, e 16 estão no mercado até hoje. Outras 15 empresas funcionam atualmente dentro do campus da UEL e algumas delas estão prestes a alçarem voos próprios.
É o caso da Arkivus, criada em 2009. Graduado em ciências da computação, Marcelo Zanelatto, 31 anos, é um dos três sócios da empresa, que oferece serviços de gerenciamento de documentos. "Não teríamos condições de fazer o que fizemos sem a incubadora", diz ele, que prepara a mudança para sede própria em outubro. No novo local, a Arkivus pretende criar mais dois postos de trabalho. Hoje já emprega cinco pessoas.
Com uma lista de 45 clientes, Zanelatto não revela faturamento, mas ressalta que a empresa cresceu 114% de 2011 para 2012. Na Intuel, só são incubados projetos considerados inovadores e de base tecnológica. "Nossos softwares são inovadores ao proporem soluções específicas", afirma. Um deles, segundo o empresário, é o módulo de controle de nota fiscal eletrônica. "Ele pega o arquivo com a nota fiscal enviada pelo fornecedor por e-mail, valida este documento no site da Receita Federal, e o armazena na pasta certa", conta. Outro programa tido como inovador desenvolvido pela Arkivus é o que permite a leitura de gabaritos de provas escolares.
Segundo Zanelatto, a incubadora foi essencial para o negócio porque, além de dar o suporte necessário para os novos empresários (todos ex-empregados), ofereceu visibilidade, uma rede importante de relacionamentos, assessoria em propriedade intelectual, bem como cursos em gestão.
Outra empresa incubada na Intuel que vem obtendo sucesso é a Eidee. Mas esta pretende permanecer ainda dois anos dentro da unidade. Logo que foi criada, ela conseguiu um cliente importante, a OnixSat – empresa londrinense que oferece soluções em rastreamento de veículos. "Desenvolvemos o Start Finger (equipamento que faz leitura de impressão digital), que ganhou um prêmio de design", conta o sócio Ricardo Dantas, 36 anos. Em três anos, a empresa já movimentou cerca de R$ 1 milhão.

A incubadora está com edital aberto a novos projetos até dia 4 de agosto. Qualquer pessoa pode apresentar sua proposta, desde que seja inovadora e de base tecnológica. Mais informações: www.aintec.com.br

Em média, as empresas ficam incubadas de 3 a 5 anos, pagando uma pequena taxa mensal de manutenção para ter à disposição infraestrutura e orientação técnica

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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